terça-feira, 31 de janeiro de 2012
E o esquema de fraudar licitações continua na ALEPRA.
Na semana passada, Morgado denunciou um pregão eletrônico para compra de material de expediente no valor total de R$ 2,4 milhões, vencido por duas empresas: A. S. Ferreira Comércio, Serviços e Representação; e Comércio de Alimentos, Produtos e Serviços Ltda. O lote I, referente a material de expediente em geral, no valor de R$ 1.685.000 foi vencido pela A. S Ferreira. A Comércio de Alimentos, Produtos e Serviços foi a vencedora dos Lotes II e III, específicos para toner e cartuchos para impressoras, somando R$ 786 mil.
Após analisar os documentos do pregão, a deputada se recusou a assinar os primeiros cheques para pagamento do contrato e levou o caso ao Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e Receita Federal. Entre as irregularidades detectadas, está o fato de que a empresa A.S Ferreira não funciona no endereço informado no processo do pregão, além de uma série de outros erros em certidões apresentadas durante o pregão. A deputada diz que as fraudes que já levaram dois ex-presidentes da Casa (Domingos Juvenil e Mário Couto) a serem denunciados pelo Ministério Público não cessaram na atual gestão. Ela afirma também que resolveu denunciar para se precaver, já que como primeira secretária da Mesa Diretora, é corresponsável pela administração da AL. Mesmo com essa responsabilidade, contudo, a deputada conta que não era informada sobre os processos licitatórios e que os documentos só chegaram à Primeira Secretaria quando os pagamentos já estavam autorizados e faltava apenas assinar os cheques. “A Mesa nunca se reuniu para discutir qualquer processo de compra de material para a Casa. Pelo menos eu que sou primeira secretária deveria ser informada”, diz.
ÓCULOS
Um dos contratos que serão denunciados pela deputada foi assinado para compra de óculos de grau para distribuição por meio do Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), órgão de assistência social mantido pela AL. Simone Morgado conta que só soube que a Assembleia fazia distribuição desses produtos quando foi chamada para assinar o cheque no valor de R$ 75,6 mil. Na análise da concorrência, a deputada constatou que a empresa RSPRA Comércio e Prestadora de Serviços de Pintura Ltda. fez alterações no contrato social que estão incompletas. “É estranho que em uma dessas alterações, o capital social da empresa foi de R$ 20 mil para R$ 1 milhão, totalmente integralizado”. Em razão disso, a deputada determinou que a AL informe o fato à Receita Federal “com o objetivo de verificar se os sócios têm lastro em suas declarações de Imposto deRenda para integralizar esse capital na época da licitação”.
Morgado denuncia também que as certidões da empresa, apresentadas no processo licitatório contêm “erros e falsificações grosseiras”. “Constatou-se que a Certidão Negativa de Natureza Tributária e a Certidão Negativa de Natureza não Tributária (ambas emitidas pela Secretaria de Estado da Fazenda) foram fraudadas apresentando uma montagem feita sobre a certidão negativa de natureza não tributária, emitida em nome da pessoa física Rubens Saulo Pacheco, sócio da empresa”. Morgado conta que ao solicitar confirmações das certidões junto à Sefa, foi informada de que o código de controle de autenticidade estava incorreto. A fraude teria se estendido ao Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que é emitido pela Caixa Econômica Federal. Não foi encontrada no sistema da CEF nenhuma certidão com o mesmo período de validade (31 de junho a 29 de agosto) da que foi anexada à concorrência na AL.
Outro agravante é o fato de que a empresa não funciona no local informado no alvará de funcionamento. Simone Morgado chegou a ir ao endereço indicado, mas constatou que lá funciona uma espécie de creche. O endereço estaria desatualizado.
Além disso, o nome da contratada para fornecer os óculos (Rosebens Comércio e Prestadora de Serviços) não tem a mesma razão social da vencedora. “Tal fato demonstra a falta de zelo com as formalidades legais na elaboração dos contratos administrativos”, diz a deputada.
Simone Morgado afirma ainda que vai analisar outros contratos de serviços prestados ao CAC porque suspeita que o órgão esteja sendo usado para acobertar gastos irregulares. “Estou analisando, por exemplo, o aluguel de carros, deslocamentos e pagamentos de diárias”, diz.
O presidente da AL, deputado Manoel Pioneiro (PSDB), se defende, afirmando que não tem participação direta nos processos licitatórios. Afirma também que mandou suspender os contratos sob suspeita, entre eles o que se refere à compra de material oftalmológico para o programa itinerante do CAC. A suspensão, segundo informou Pioneiro, ocorreu em novembro do ano passado. O presidente diz ainda que mandou instaurar administrativamente “uma rigorosa averiguação das informações e das suspeitas levantadas, para que se tomem as medidas cabíveis no caso”.
O promotor Nelson Medrado diz que, embora os pagamentos não tenham ocorrido, o caso será investigado para apurar a responsabilidades por possíveis falhas no processo licitatório, já que possíveis fraudes só foram detectadas quando os empenhos já haviam sido autorizados e faltava que a Primeira Secretaria assinasse os cheques para que houvesse a liberação dos recursos.
EM NÚMEROS
75,6 mil reais é o valor de um dos contratos sob suspeita, para compra de óculos de grau distribuídos pelo CAC.
2,4 mi de reais foi o total do pregão eletrônico irregular para compra de material de expediente denunciado pela deputada na semana passada. (Diário do Pará
MPE quer valor ressarcido ao erário, só jogo de cena com a JUSTIÇA PARAENSE.
Os promotores de Direitos Constitucionais Nelson Medrado e Arnaldo Azevedo protocolaram nova ação civil pública ontem à tarde, requerendo o ressarcimento do valor desviado no esquema de corrupção, a responsabilização judicial pela prática de improbidade administrativa dos envolvidos e ainda o pagamento de multa pela prática criminosa. Entre outras penalidades, eles poderão perder os direitos políticos e serem proibidos de contratar com a administração pública.
Na semana passada, o MPE já havia denunciado Mário Couto, a filha e mais um grupo de servidores da AL por fraudes na folha de pagamento da casa. Desta vez, as fraudes são do período de 2004 a 2007 e se referem ao esquema de falsas licitações realizadas pela Comissão Especial de Licitação de Obras (Celo), com concorrências de cartas marcadas para beneficiar empresas criadas pelo próprio grupo denunciado, em nome de seus parentes. Foram forjados mais de cem procedimentos licitatórios para a contratação de serviços de engenharia na própria sede da AL, alcançando R$ 13,3 milhões, desviados para os bolsos da quadrilha.
Após a primeira denúncia que chegou ao MPE em janeiro de 2011, pela então chefe do Departamento de Pessoal, Mônica Pinto, também já denunciada à justiça em ações anteriores, o MPE realizou em abril busca e apreensão no Departamento de Pessoal e no setor de Informática da AL, onde colheu inúmeros documentos que comprovaram as fraudes em série. Esta ação específica foi possível graças a documentos originais que os promotores conseguiram no gabinete do então superintendente do Departamento de Trânsito (Detran), Sérgio Duboc, que exerceu o cargo de procurador da AL durante a gestão Mário Couto. Depoimentos de testemunhas do processo também confirmaram as fraudes. Além de Mário Couto, Cilene Couto e do então primeiro-secretário da mesa diretora da AL, deputado Haroldo Martins, o MPE também denunciou os servidores Rosana Cristina Barletta de Castro, Augusto José Alencar Gamboa, Dirceu Raymundo da Rocha Pinto Marques, Sandra Lúcia Oliveira Feijó, Daura Irene Xavier Hage, Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos e Jorge Kleber Varela Serra.
As fraudes constatadas incluíam a montagem e o direcionamento das licitações, com assinaturas falsificadas e empresas que sequer haviam tomado conhecimento dos processos licitatórios, mas apareciam como participantes. “Interessante situação é demonstrada no procedimento licitatório nº 014/06–Celo/Alepa, pois segundo o depoimento do Sr. Nilson Miguel Amaral de Jesus, representante legal da empresa Corpenge Ltda, este mostrou surpresa ao ver o objeto da licitação acima referido, pois sua empresa sequer vendia o tipo de material apresentado no certame, trabalhando exclusivamente na prestação de serviço elétrico e hidráulico. Sendo que o mesmo também negou ser sua a assinatura no requerimento de habilitação da Corpenge na licitação”, mostram os promotores na ação. Vários pequenos empresários que prestaram depoimento ao MPE comprovaram que não tinham envolvimento algum com o esquema e que suas assinaturas foram falsificadas. “Idêntica situação foi verificada nas declarações do sr. José Maria Vasconcelos Ribeiro, sócio e representante da empresa Seta Engenharia Ltda, sobre o procedimento licitatório nº 036/06–Celo/Alepa, pois ele não reconheceu as assinaturas e rubricas constantes do certame, negando ter participado do mesmo”, acentua a denúncia.
AÇÃO DISTRIBUÍDA
A denúncia contra Mário Couto ajuizada na semana passada pelo MPE já foi distribuída para a juíza da 11ª Vara Penal, Jessiany Monteiro de Souza. Inúmeras caixas contendo as provas das fraudes foram enviadas para a justiça, que deverá analisar toda a documentação especificamente. (Diário do Pará)
Mais um corrupto...esse cuidava dos ovos.
A exoneração do servidor, indicado para o cargo pelo PTB em 2008, foi formalizada no fim de semana por um funcionário do terceiro escalão do Ministério da Fazenda e publicada ontem no "Diário Oficial da União".
Ela ocorre após ter chegado à Fazenda informação de que a Folha preparava reportagem sobre o caso.
Denucci confirma a existência das empresas, mas nega ter feito movimentações financeiras com essas contas.
Represália hacker inicia combate a corrupção.
Segundo o grupo, a ação batizada de #OpWeeksPayment é um protesto contra a corrupção e será feita ao longo da semana com o intuito de deixar a cada dia um serviço de internet banking fora do ar por pelo menos 12 horas.
Site de Michel Temer é invadido por hackers
Anonymous derruba sites do governo de SP e do TJ
Câmeras de videoconferência expõem salas de empresas a espiões e hackers
Ainda de acordo com o Anonymous, esta semana foi escolhida para as ações, pois concentra dias em que a maioria das empresas fazem o pagamento de salários a seus funcionários e, portanto, quando os sites de internet banking têm maiores demandas de acesso.
Nesta segunda-feira o primeiro alvo foi o site do banco Itaú, que conforme a Folha constatou, ficou indisponível entre as 10h05 e as 10h11, após realizar diversas tentativas de acesso neste período.
As tentativas foram feitas por conexões de três redes diferentes.
Entre as 10h11 e as 10h20, o site passou a funcionar, mas com lentidão.
A assessoria de imprensa do Itaú confirmou por meio de nota que houve indisponibilidade do site do banco por alguns momentos na manhã de hoje, mas não informou os motivos do problema.
O grupo de hackers ainda comemorou a instabilidade do site do banco em seu perfil no Twitter.
A Folha apurou ainda que além do primeiro ataque realizado nesta segunda-feira contra o Itaú, dois bancos públicos e dois privados estão na mira dos hackers para novos ataques.
Em nota, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que os ataques a sites dos bancos, se bem sucedidos, "atingiriam e prejudicariam a população que utiliza os serviços eletrônicos para obter informações e realizar transações bancárias".
Ainda segundo a entidade, as instituições financeiras têm "mecanismos e contingências capazes de inibir eventuais ataques como os supostamente seriam tentados contra os bancos".
"A Febraban vem postulando com empenho a aprovação de lei especifica que criminalize ataques e fraudes eletrônicas. A aprovação de uma lei sobre o tema, que vem sendo discutida no Congresso Nacional há vários anos, ajudaria no combate a este tipo de conduta", diss
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
PT financia ditadura cubana...veja onde o nosso dinheiro é aplicado!!!
comentário: Esse Fidel Castro pregou por décadas o Socialismo Cubano...mas vive as custas do seu povo que continua tão oprimido, tão pobre e sem pespectivas...resumindo o socialismo é para o povo, não para io. Parece até a mesma história "disfarçada de democracia" de um País continental.
Dilma a "boa gestora", de marketing.
Essa mistura de má gestão com alto prestígio ocorre, segundo ele, 'porque o Brasil é um país que foge inteiramente dos parâmetros'. A participação política dos cidadãos 'é mínima e vive de espasmos, depois dos quais tudo volta logo à rotina', acrescenta. Villa entende que, à parte o ato formal de se votar em eleições, a democracia 'ainda está muito longe de se consolidar no País'.
Dizer que a presidente é uma grande gestora, diz ele, 'é apenas mais uma invenção do PT'. Sua visão do petismo é que, assim como o partido inventou a falsa ideia de que foi o primeiro partido de trabalhadores, agora inventou que Dilma é uma grande gestora. 'O PT tem conseguido construir sua própria história política, porque é o partido das invenções', conclui.
Villa menciona desde iniciativas 'importantíssimas' que foram para a geladeira, como o trem-bala, até projetos prioritários como a construção de creches, que praticamente não saiu do papel, além do ritmo lento do Minha Casa, Minha Vida, como 'exemplos de uma gestão confusa e ineficaz', que deixam claro que 'sua fama de boa gestora é só propaganda'. A entrega das creches 'revela, se não o desinteresse, a incapacidade do governo, e a construção de casas vai aos trancos e barrancos. Mas, do outro lado, o BNDES repassou bilhões a grandes empresas, para iniciativas nem sempre prioritárias'.
O historiador descreve como 'pura fantasia' a ideia de que Dilma é 'muito rigorosa' nas cobranças. 'Se fosse, já teríamos gente punida, e a punição tornada pública, na leva das demissões por escândalos que atingiram seis ministérios.' Ao contrário, o que se viu, conclui, foram 'elogios incabíveis aos demitidos' nas cerimônias de troca. ( Do Estadão
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Esquerda Brasileira não quer divulgação da mídia.
Segundo ranking divulgado hoje pelos Repórteres Sem Fronteira, o Brasil ocupa a 99a. posição em liberdade de imprensa. Caiu 41 posições em um ano! O Haiti, ocupado pelo exército brasileiro, está em 55o. lugar. Segundo O Globo, a organização lembrou que três repórteres morreram no Brasil em 2011. Há dez dias, a entidade International News Safety Institute (Insi) considerou o Brasil o oitavo país mais perigoso para o trabalho da imprensa. Segundo o instituto, o país só fica atrás de quadros graves de violência contra a imprensa, caso do México, com o agravamento da violência do tráfico de drogas, e de países em conflito no Oriente Médio. O ranking foi baseado no número de jornalistas assassinados no exercício da profissão.
PMDB dá ultimato a DILMA, dos nossos corruptos cuidamos nós.
O deputado também cobrou reciprocidade, defendendo que Dilma aja em relação a seu afilhado da mesma forma que agiu com ministros que, mesmo sob suspeita, foram mantidos nos cargos. No centro da crise está o diretor-geral do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca), Elias Fernandes, filiado ao PMDB. O governo cogita tirá-lo depois que a CGU (Controladoria-Geral da União) apontou desvios de R$ 192 milhões na estatal. O Dnocs é vinculado ao ministro Fernando Bezerra (Integração), do PSB, que confirma a informação de que haverá mudanças no órgão.
"Se fosse assim, o Fernando Bezerra tinha sido demitido; o Fernando Pimentel [Desenvolvimento] tinha sido demitido; o Paulo Bernardo [Comunicações] tinha sido demitido. Mas não. Apresentaram suas explicações, convenceram, com nosso apoio inclusive, e ficaram", disse Alves. Ele se referia a ministros contra os quais pesaram suspeitas de irregularidades. Bezerra, de favorecer parentes e seu Estado na liberação de verbas da pasta, entre outros pontos; Pimentel, por suspeitas em consultorias de sua empresa; Bernardo, por suposto uso de jato particular. Alves acrescentou: "Eu quero o mesmo tratamento ao representante do meu partido no Dnocs. Por que com o PMDB o tratamento é diferente? Não pode se explicar." O PMDB é o principal aliado do PT na coalizão de Dilma Rousseff e foi um dos fiadores do governo em votações polêmicas de 2011, como a do Código Florestal.
Apesar da aliança, nos bastidores peemedebistas manifestam insatisfação. O partido avalia que não irá ganhar espaço na reforma ministerial e que o governo tenta enfraquecer Alves na disputa pelo comando da Câmara. Apesar do acordo para a candidatura do peemedebista, setores do PT trabalham para que isso não aconteça. A demissão de Fernandes já havia sido pedida à Casa Civil pelo ministro Fernando Bezerra em dezembro. O vice-presidente Michel Temer (PMDB), porém, interferiu na última quinta ao convocar o ministro para uma conversa em seu gabinete.
A Folha apurou que Bezerra foi lembrado nesse encontro que também enfrenta suspeitas de irregularidades e que foi defendido pelo PMDB. Nessa conversa, o ministro foi convencido em rever sua posição e encaminhar para o TCU (Tribunal de Contas da União) o relatório da CGU, inclusive avalizando a defesa do Dnocs. As declarações ontem do ministro de que a faxina no Dnocs será feita, porém, surpreenderam o PMDB. Por essa razão, Alves teria feito a citação explícita a Pimentel, ministro mais próximo de Dilma, e Paulo Bernardo, marido de Gleisi Hoffmann (Casa Civil), a quem compete operar a demissão. O próximo foco de conflito com o PMDB será a Petrobras. Segundo peemedebistas, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), já foi informado da exoneração do presidente da Transpetro, o ex-senador Sérgio Machado, indicado por Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado. "Isso seria acertar o coração de Renan", disse Alves.(Da Folha de São Paulo)
Republica dos ladrões.
É ladrão saindo pelo ladrão. Tá todo mundo roubando mano!!!!Não sobra ninguém!!!!Até a Justiça...risosososososossssssssssssssssssss, quem diria não é dona justiça de araque!!!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Classe média órfã
Restava sondar esse novo universo - a classe C -, que constitui metade da população brasileira. Com esse objetivo, a CNA contratou pesquisa minuciosa, coordenada pelo cientista social Antonio Lavareda.
O que se constata é que esse universo não fala a língua dos partidos políticos. Ou os partidos políticos não o expressam e possivelmente o desconhecem.
Mais: esse imenso segmento da população não compartilha da agenda comportamental em curso na mídia, nas academias e no Parlamento - o chamado "politicamente correto". Ou seja, há um Brasil real dissociado do Brasil institucional.
Esse Brasil classe C que, segundo a FGV, ganha entre R$1.200 e R$5.200, corresponde a cerca de 100 milhões de pessoas. É um país conservador, que professa a moral cristã e é adepto do livre mercado. Isso mesmo: é capitalista.
Anseia por mais empregos, redução de impostos e manutenção da estabilidade econômica; e quer que o Estado lhe garanta saúde, segurança e educação, o que remete a uma agenda social liberal - e não socialista.
Isso fica claro na opção maciça (74%) pelo aumento das oportunidades de emprego, em vez de ampliação dos programas sociais, como o Bolsa Família; e na rejeição às invasões de propriedades, que, para grande maioria (70%), devem ser respeitadas "independentemente da necessidade de se fazer a reforma agrária".
A pesquisa constatou ainda que há três classes C: a tradicional (41%), com maior renda, escolaridade e bens; e as emergentes, classificadas de C+ (39%) e C- (20%), conforme o patamar de sua ascensão.
O que as une são o otimismo e a confiança no país, não obstante o abismo entre seus valores e os das classes dominantes. Mas com diferentes graus de percepção da realidade. A classe C tradicional é menos receosa quanto ao futuro. As outras duas, sobretudo a C-, ainda temem os efeitos da perda gradativa do assistencialismo estatal.
Talvez por isso apoiem em graus diferenciados o atual governo: a C tradicional (52%) e a C+ (65%) mostram ampla satisfação, enquanto na C- apenas 38% sentem o mesmo.
O essencial é constatar que, embora seja metade da população, a classe C consome apenas um terço da produção agropecuária, mostrando um potencial de consumo subaproveitado, que recomenda políticas direcionadas ao seu fortalecimento.
Aos políticos e partidos liberais e conservadores, que temem a retórica dos autodenominados progressistas, a pesquisa dá um recado: é preciso tirar a população brasileira da orfandade política, ela também vítima de um patrulhamento ideológico que distancia seus representantes de seus anseios morais e existenciais.
*KATIA ABREU é senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA
Troféu algemas de ouro será entregue hoje em SP.
Dia 25 de janeiro com iniciativa do grupo contra a corrupção e a impunidade intitulado NASRUAS, vários movimentos vão se unir em uma grande manifestação. O local também é no vão do MASP, na Paulista, a concentração será às 13h.
Vários canais da mídia paulista já noticiaram:
http://www.dcomercio.com.br/index.php/politica/sub-menu-politica/80951-ongs-vao-a-rua-contra-a-corrupcao
Haverá atividades culturais e música, além da entrega do prêmio Algemas de Ouro, promovido pelo movimento 31 de Julho e apoiado pelo NASRUAS e UCC, no qual “premiaremos”:
1º lugar – algema de ouro: José Sarney
2º lugar – algema de prata: José Dirceu
3º lugar – algemas de bronze: Jaqueline Roriz
domingo, 22 de janeiro de 2012
Desratização no Senado.
A criatura é melhor que o "criador", tchau LULA!!
Brasileiro é casca grossa contra a corupção.
sábado, 21 de janeiro de 2012
É muito bom ser JUIZ no BRASIL BARONIL.
Cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo receberam antecipadamente cerca de 4,2 milhões de reais, entre 2008 e 2010. Dois ex-presidentes da corte, desembargadores Roberto Vallim Bellocchi (2008/2009) e Antonio Carlos Vianna Santos, que morreu em janeiro de 2011, sozinhos levaram 2,6 milhões de reais.
Leia também: PF investiga suspeita de lavagem de dinheiro no TRT-RJ
Bellocchi recebeu 1,6 milhão de reais - apesar de afirmar ter recebido "pouco mais de R$ 500 mil " - e Vianna 1 milhão de reais, valor que pagou a si em sua própria gestão, em 2010. Vianna autorizou liberação de valores elevados a vários juízes.
Os outros três desembargadores, citados em procedimentos sob análise do Órgão Especial do TJ, são: Fábio Gouvêa, Tarcísio Ferreira Vianna Cotrim e Alceu Penteado Navarro, atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Eles integraram a Comissão de Orçamento do TJ, que emite pareceres pela liberação ou não de recursos.
Os casos desses magistrados são reputados como os mais graves pela presidência do TJ, por causa do montante e do curto prazo em que os valores chegaram na conta dos beneficiários.
O desembargador Ivan Sartori, que preside o TJ, ressalta que os créditos são devidos. Mas considera que foram prejudicados outros magistrados que postulam verbas acumuladas por férias não tiradas acrescidas de fator de atualização monetária.
Os contracheques milionários são alvo de inspeção do Conselho Nacional de Justiça. Ao todo, 29 desembargadores e juízes paulistas foram contemplados por meio desse modelo de desembolso, os pagamentos antecipados. Além do período abrangido está em apuração qual o índice de correção aplicado.
Navarro já apresentou defesa prévia no dia da posse de Sartori, 2 de janeiro. Grave doença que debilita sua filha, despesas com medicamentos caros e internações, são a justificativa do desembargador para o recebimento de 420 000 reais, divididos em parcelas mensais de 10 000 reais.
Ele destaca em sua peça de defesa que declarou à Receita, ao TJ e ao TRE todos os custos relacionados à enfermidade em família. "Os valores por mim recebidos estão estritamente dentro dos critérios legais." O desembargador Gouvêa não atendeu a reportagem. A assessoria de Cotrim informou que ele "não conversa com jornalista".
(Com Agência Estado)
comentário: é por isso que o Paulo Maluf ri a toda da cara do brasileiro pagador de impostos...tá tudo dominado, não pega, nunca pegou e nunca pegará nada!!!!Os Juízes/desembargadores jogam no corinhthians e o Paulo Maluf é corinthiano.
Escândalo ERENICE, o que aconteceu????
O que fez:
Era ministra da Casa Civil, sucessora de Dilma Rousseff, quando o escândalo veio à tona. Era em seu nome que seus filhos e servidores falavam ao negociar com empresários interessados em contratos com o governo.
O que aconteceu:
Erenice perdeu a pasta, para não prejudicar a campanha de Dilma, e recebeu uma moção de censura da Comissão de Ética do governo. Três de seus assessores deixaram a Casa Civil e um diretor dos Correios seu apaniguado foi expulso do governo. A sindicância aberta para investigar os casos de tráfico de influência não deu em nada, mas a Controladoria-Geral da União comprovou as irregularidades em contratos públicos e seguem as investigações da Polícia Federal sobre o caso. Em agosto de 2011, a PF concluiu a análise dos computadores apreendidos na Casa Civil. Com isso, as investigações entraram na reta final, faltando agora a análise de extratos bancários.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Quando o assunto é PT a coisa muda de figura!!!
É… Governar São Paulo não é bolinho, né? Por aqui, maconheiros saem às ruas, em claro desafio à lei — é mentira que estivessem apenas se manifestando… —, fazem a apologia das drogas, são levemente reprimidos pela Polícia, e o caso vira um escândalo, ganha uma visibilidade imensa, as TVs deitam e rolam… A chamada “invasão da USP” — “invasores” eram os que ocupavam ilegalmente a Reitoria —rendeu tratados sobre a autonomia universitária, confundida com a soberania de alguns grupelhos que decidiram seqüestrá-la. A retomada da área conhecida como cracolândia mobilizou apologistas das drogas, esquerdistas, libertários os mais variados… A Secretaria Nacional de Direitos Humanos transformou-se em QG de resistência à ação…
Por que isso tudo?
Vi há pouco no Jornal Nacional que a Polícia Militar de Pernambuco reprimiu com energia — bala de borracha, bombas de gás, bombas de efeito moral, uns cassetetes — uma manifestação contra o reajuste da passagem de ônibus em Recife.
Huuummm…
Eduardo Campos, do PSB, governa Pernambuco em parceria com o PT, que está na Prefeitura de Recife. A PM pernambucana age como a piauiense, também gerida pela parceria PSB-PT, que também desceu o sarrafo na estudantada e pelo mesmo motivo. Hudson Christh Silva Teixeira, estudante de filosofia da UFPI (Universidade Federal do Piauí), ficou cego de um olho em razão de um estilhaço que o teria atingido, depois da explosão de uma bomba de efeito moral (aquelas que fazem barulho). Ninguém meteu o microfone na cara do governador Wilson Martins para que se explicasse.
O governador Geraldo Alckmin foi bombardeado pelos repórteres companheiros, embora ninguém tenha se machucado nem na USP nem na cracolândia. No Espírito Santo, governado por Renato Casagrande, igualmente do PSB em parceria com o PT, a PM enfrentou protestos idênticos e do mesmo modo.
ATENÇÃO!
Segundo andei lendo, os grupos contrários à elevação das tarifas estão recorrendo à violência. No caso do Piauí, ela é admitida pelos próprios promotores dos protestos. Não tenho elementos para avaliar se a polícia dos “companheiros socialista-petistas” exagerou ou não. O que sei é que não endosso atos violentos — tampouco uma polícia destrambelhada.
O meu ponto
O meu ponto é outro. Por que esses eventos interessam tão pouco às TVs. Por que interessam tão pouco aos jornais? Por que não costumam despertar nem a atenção da imprensa local? Imaginem… Um estudante que tivesse ficado cego de um olho no confronto com a PM de São Paulo, ainda que num acidente infeliz, levaria grupos de direitos humanos a denunciar o governo a entidades internacionais de direitos humanos. Maria do Rosário, a pressurosa, enviaria um representante do seu ministério para o estado.
Como se trata do governo dos companheiros, aí a imprensa trata o assunto com discrição, as tais entidades se calam (PORQUE QUASE TODAS SÃO FINANCIADAS PELO “PARTIDO”), e é como se nada tivesse acontecido.
Este não é um texto para denunciar a “violência policial” dos companheiros, não. Não sou irresponsável como os esquerdopatas. Antes de uma criteriosa avaliação, não julgo. Este é um texto para denunciar um esquema mental que faz inocentes e culpados segundo o partido a que pertencem, não segundo aquilo que fizeram ou deixaram de fazer.
As televisões e os jornais em particular têm de se perguntar por que uma “desinvasão” pacífica como a da USP, que não feriu uma só pessoa, seria mais importante do que um confronto que deixa um estudante cego de um olho; têm de se perguntar por que a ação destemperada de um único policial na universidade contra um invasor, que desrespeita a lei, merece uma reportagem em tom grave, que mobiliza até a OAB, e a pancadaria em três estados “companheiros” ganha um leve registro.
“E você, Reinaldo, também não varia seu juízo segundo o partido?” Eu não! Alguém me viu aqui condenar a PM desses três estados? Eu sou contra a violência de manifestantes e a violência policial em São Paulo, Pernambuco, Piauí, Espírito Santo…
E considero a indignação seletiva de parte da imprensa uma espécie de violência jornalística.
Honoravel bandido omite os gastos do senado.
Entra ano, sai ano e o Senado, que entra ano e sai ano é comandado por José Sarney, continua o mesmo: uma caixa-preta. Cícero Lucena autorizou no fim do ano o pagamento de uma gratificação a todos os servidores da Casa com diploma de especialização.
Por uma dessas coisas que só acontecem no Senado, um número indefinido de servidores em cargos de chefia também recebeu o mimo, que pode chegar a 30% do salário básico.
Nos últimos dias, o setor financeiro do Senado levantou os números da farra com dinheiro público. Na hora de divulgá-los a surpresa: Doris Peixoto, Diretoria-Geral escolhida por Sarney para cumprir suas ordens, vetou a divulgação. Lucena desapareceu e o próprio Sarney esquivou-se dizendo não interferir em questões administrativas da Casa. Um assessor de Sarney, ao saber da decisão da diretora, respondeu assim:
- É uma cultura do Senado não divulgar as coisas para a imprensa. Ligue na Ouvidoria, que ela sim é obrigada por lei a divulgar.
Hoje, o Senado tem cerca de 3 200 servidores efetivos que poderiam receber a gratificação. A planilha de gastos de dezembro apresenta um salto de 30 milhões de reais com pagamentos de encargos em relação a novembro. O Senado omite quanto desse valor corresponde a gratificações.