sábado, 29 de dezembro de 2012

PTistas da Bahia barram homenagem a JOAQUIM BARBOSA!!!


Dominada pelo PT, a Assembleia Legislativa da Bahia recusou-se a homenagear o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, com o título de cidadão baiano.
Barbosa, que é mineiro, exerceu carreira no Rio de Janeiro e em Brasília.
Essas homenagens são aprovadas sem formalidades quando há acordo entre líderes das bancadas. A liderança do governo Jaques Wagner (PT) na Casa, contudo, não aceitou conceder o título.
A proposição precisará passar agora em votação secreta pela Comissão de Justiça e só será apreciada novamente a partir de fevereiro, após o recesso parlamentar.
Segundo o deputado Zé Neto (PT), líder do governo, o pedido feito por um integrante da oposição, no último dia 26, foi "de última hora" e apenas para "criar polêmica". "Já tínhamos uma lista com dez nomes encaminhados para aprovação", afirma.
Neto nega revanchismo. "Quem indicou Joaquim Barbosa para o Supremo fomos nós [PT]", diz, antes de acrescentar: "Os mesmos que estão aplaudindo excessos [no julgamento do mensalão] foram os beneficiados pelo fechamento do STF na ditadura".
Para o autor da proposição, o deputado estadual Luciano Simões (PMDB), a recusa está ligada a uma "postura de vingança" de petistas.
O presidente da Assembleia baiana, Marcelo Nilo (PDT), concordou com o veto à homenagem para Barbosa. O STF informou que o ministro não comentaria o assunto.
Entre os nomes que receberam o título estão o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) e o sérvio Dejan Petkovic, ex-jogador do Flamengo.

COMENTÁRIO: Este Partido PT subverteu a ORDEM e na minha opinião está transformando ou quer transformar o País num Estado Totalitário pra eles, não conseguem conviver com quem pratica A HONESTIDADE, não conseguem conviver com quem DISCORDA do modo deles governarem, querem ANIQUILAR essas pessoas, querem passar com um ROLO compressor por cima, exatamente como fez o PARTIDO NAZISTA na Alemanha. O ERRADO pra eles é o CERTO!!!e querem implantar na MARRA o modo NAZISTA de governar com o desrepeito 'as INSTITUIÇÕES DEMOCRATICAS, exonerando FUNCIONÁRIOS PUBLICOS  CORRETOS que discordam das FALCATRUAS EXECUTADAS pelo seus LÍDERES, inclusive em escandâlos ESCABROSOS onde todo mundo sabe!!!!VERGONHA DE SER BRASILEIRO!!!!PAÍS CORRUPTO, ONDE NADA FUNCIONA!!!!Somente a arrecadação de IMPOSTOS!!!!
Sergio Lima/Folhapress























O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo e relator do processo do mensalão
O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo e relator do processo do mensalão

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Oligarquia TRANSNACIONAL quer MANTEGA fora da economia. Dilma sobre pressão!!!

Guido Mantega está derretendo. É cada vez maior a pressão das transnacionais para que Dilma Rousseff substitua seu ministro da Fazenda. O principal argumento para a detonação de Mantega é a insegurança na política de econômica, sobretudo em relação ao sistema de incentivos para projetos industriais e também por causa da falta de clareza no sistema de “câmbio flutuante” – a toda hora com caríssimas intervenções do Banco Central do Brasil para forçar uma baixada na cotação do Dólar em relação ao Real irreal.


Guido Mantega também sofre pressões de investidores internacionais da Petrobrás – onde o ministro ocupa o cargo estratégico de presidente do Conselho de Administração. Os acionistas da estatal de economia mista continuam inseguros com a titubeante indefinição sobre o reajuste nos preços dos combustíveis. Mantega já fez a promessa do aumento para o ano que vem, mas a promessa não convence o mercado. Lá fora, todos sabem que Mantega comanda tudo que acontece de ruim na Petrobrás, em parceria com o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa. Os dois fazem malabarismos diários com bancos internacionais para evitar tremores com o caixa da empresa.


A Presidenta Dilma Rousseff identifica na dupla Mantega-Barbassa a principal fonte de intrigas para desestabilizar a gestão de sua amiga e afilhada Maria das Graças Foster, na Petrobrás. Este é um dos motivos pelos quais deseja substituir Mantega na próxima mini-reforma ministerial prevista para fevereiro de 2013. Dilma só ainda não sabe quem vai para o lugar dele. Bem cotado com ela está Aloísio Mercadante Oliva – atualmente no Ministério da Educação. Se não for para a Fazenda, Mercadante pode ir para a Petrobrás – se Dilma não conseguir segurar a pressionada Graça.


Dilma ontem nem quis saber de Mantega. Fez uma reunião privativa com Alexandre Tombini, presidente do Banco Central. A Presidenta recebeu detalhes sobre mais um leilão de linha marcado pelo BC do B para sexta-feira. A operação consiste na venda de dólares com compromisso de recompra no futuro. Serão oferecidos US$ 2 bilhões, com taxa de R$ 2,059 e recompra programada para o dia 1º de fevereiro de 2013. Nos últimos dias, o BC do B vendeu cerca de US$ 4 bilhões.


Outra bronca contra Mantega vem do seleto e secreto grupinho de bancos nos quais o Banco Central do Brasil faz a aplicação de nossas bilionárias reservas internacionais em dólar. Na batalha diária com a realidade, em uma política de câmbio flutuante de mentirinha e sob constante intervenção da pretensa autoridade monetária, Mantega mexe demais nas reservas aplicadas – o que provoca o descontentamento dos gestores da grana. E cada mexida tem sido um desastre. Só este mês, o País torrou US$ 17 bilhões das reservas.


Além das rusgas com investidores externos e da batalha diária para enfeitar o Real, Mantega cria áreas de atrito com os banqueiros daqui. Ontem, teve mais uma desgastante reunião com dirigentes financeiros. O ministro voltou a cobrar que os bancos privados nacionais injetem mais recursos nos empréstimos de longo prazo para investimentos produtivos. Como não sentem segurança na política econômica, os banqueiros não apostam em tais negócios – o que seria a lógica de um sistema financeiro em um país produtivo e empreendedor (o que não é o caso do Brasil). Atendendo aos bancos, o BC do B liberou R$ 15 bilhões dos depósitos compulsórios para o novo programa de empréstimos.


Dilma faz o discurso do crescimento econômico para 2013. Mas sabe que nada vai conseguir se não remover Mantega – uma das heranças malditas de Lula – do caminho traçado por seu governo. Depois de ter sido chamada de “rena do nariz vermelho” pelo jornal Financial Times, que é o porta-voz da oligarquia financeira transnacional que controla os negócios no Brasil e no mundo, Dilma deseja reagir. Detonar Mantega pode ser uma prova de que quem manda na economia é ela
 
comentário: O discurso vazio de D.Dilma mostra o perigo que o BRASIL está sofrendo, a conta já chegou para os BRAZUCAS pagarem, é isso que dá colocar COMANDANTE NOVATO para guiar BOEING!!!!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Amante do LULA é escolhida a "Mulher do Ano".

Nesses tempos de devoção às minorias, não é justo deixar de destacar a contribuição de Rosemary Noronha para a causa feminina. O Brasil progressista explode de orgulho por ser governado por uma mulher — que aliás deu a Rosemary sua chance de brilhar — e não pode agora se esquecer de reverenciar mais uma expoente do gênero. Assim como Dilma, Rose chegou lá. O fato de estar enrolada com a polícia é um detalhe.

Rose e Dilma escreveram seus nomes na história do Brasil por serem, ambas, utensílios de Lula. A finalidade de cada uma para o ex-presidente não vem ao caso. O que importa é que ambas funcionaram muito bem. Como se nota pelo ufanismo nacional em torno de Dilma, não se espera mais da mulher moderna opinião própria, autonomia e iniciativa. Basta botar um tailleur vermelho, um colar de pérolas e decorar suas falas. E muito importante: falar o mínimo, para errar pouco. Até outro dia isso era piada entre Miguel Falabella e Marisa Orth (“cala a boca, Magda!”). Hoje é sinal de poder.

O grande símbolo feminino brasileiro da atualidade, que desperta a admiração de Jane Fonda — que tempos! — não tinha feito nada de extraordinário na vida até ser levada pela mão do padrinho ao topo. O feminismo realmente mudou muito.

Lá chegando, seu maior mérito foi usar vestido e não ser o Lula (para os que não suportavam mais o ogro bravateiro), ou ser o Lula de vestido (para os que seguem venerando o filho do Brasil). Sem nenhum plano de governo, com um ministério fisiológico de cabo a rabo, sem um mísero ato de estadista em dois anos de mandato, Dilma se destaca por ser ou não ser Lula, dependendo do ponto de vista. É a apoteose da nulidade, que o Brasil progressista e feminista consagra com aprovação recorde.

Diante desses novos valores, seria injusto não consagrar Rosemary também. A representante da Presidência da República em São Paulo fez exatamente o que Dilma fez em Brasília: cacifada por Lula, passou a reger o parasitismo do PT, cuidando da nomeação de companheiros e dando blindagem política às suas peripécias para sucção do Estado.

No caso de Dilma, a grande orquestra fisiológica foi desmoronando ao vivo, com nada menos que sete ministros nomeados (e protegidos até o fim) por ela caindo de podres, graças à ação da imprensa. A mulher-modelo de Jane Fonda ainda havia parido uma Erenice, a quem preparava para ser a dama de ferro de seu governo (Jane não pode imaginar o que seria isso) — derrubada por fazer na Casa Civil algo muito parecido com as operações fantásticas de Rosemary. Até o uso da Anac como balcão de negócios se repetiu. Por que só Dilma é ícone feminino, se Rosemary mostrou ser um prodígio da mesma escola?

Por algum mistério insondável, a Polícia Federal não fez escutas nos telefones de Rose, ou diz que não fez. As conversas da mulher que regia uma quadrilha grudada em Lula, se apresentando como sua namorada, e que tramou até sabotagem ao julgamento do mensalão — o mesmo que Lula tentara com Gilmar Mendes — não interessou aos investigadores. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que não havia motivos para grampear Rosemary — uma suspeita que está impedida pela Justiça de sair de sua cidade. Esses ministros farsescos do PT podiam ao menos ser mais criativos. Mas não precisa, porque o Brasil engole qualquer coisa.

Marcos Valério disse que Lula teve despesas pagas pelo esquema do mensalão e autorizou operações bancárias do valerioduto. É comovente a desimportância atual dessas declarações. Lula é o líder de um projeto político montado para a permanência no poder a qualquer custo — e essa fraude está exaustivamente demonstrada pelo mensalão, por Dirceu, Erenice, Palocci, Pimentel, aloprados, Rosemary e praticamente todo o estado-maior petista, tanto de Lula quanto de Dilma, flagrados em tráfico de influência para se aferrar ao poder na marra. O que mais é preciso denunciar?

O eleitor brasileiro está brincando com fogo. Enquanto o desemprego estiver baixo, vai continuar afiançando a fraude que finge não ver. O país vai sendo empurrado com a barriga pelos fisiológicos — e essa conta vai chegar. O governo desistiu de controlar a inflação, que vai se afastando da meta (apesar da mudança de cálculo que reduziu o índice). A gastança pública é disfarçada com truques contábeis para esconder o déficit. A arrecadação brutal banca a farra dos companheiros, sem sobra para investimentos decentes — e tome literatura de trem-bala e tarifas mentirosas de energia, que já multiplicam os apagões por manutenção precária.

Como se viu na funesta CPI do Cachoeira, a mafiosa Delta comandava o planejamento da infraestrutura terrestre. Mas está tudo bem, e oito governadores podem ir de cara limpa prestigiar Lula e sua democracia de aluguel. Se este é o país que queremos, Rosemary é a mulher do ano."

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Thomaz Bastos solta a franga contra o STF.

Todo mundo sabe que a Justiça não funciona direito no Brasil. Os motivos são variados: excesso de regramentos, lentidão processual, muita burocracia, visão autoritária de muitos magistrados, rigor seletivo praticado por alguns membros do Ministério Público, enorme possibilidades de recursos que protelam a sentença final das ações, penas que não punem eficazmente e prisões medievais que, além de não recuperar ninguém, ainda servem para “aprimorar” os criminosos.

Legal é quando o sistema é criticado por um de seus operadores. O ex-ministro da Justiça de Luiz Inácio Lula da Silva e um dos mais famosos e caríssimos advogados criminalistas do Brasil resolveu soltar a franga contra o Judiciário. Márcio Thomaz Bastos escreveu um artigo no site Consultor Jurídico para reclamar da "degeneração autoritária de nossas práticas penais". Estrategista da defesa de muitos réus do mensalão (mesmo sem aparecer oficialmente), Bastos protestou que a "tendência repressiva passou dos limites em 2012".

Curioso é que o texto de Bastos fez referência a pensadores idolatrados pela esquerdinha mais radicalóide. O criminalista usa o italiano Antonio Gramsci (1891-1937) e o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) como fontes de inspiração para convocar advogados a responderem ao "espírito vigilante e punitivo exacerbado no ano que passou". Bastos foi incisivo ao se queixar do "sentimento de desprezo pelos direitos e garantias fundamentais" que age "à sombra da legítima expectativa republicana de responsabilização".

Sem citar o Supremo Tribunal Federal, Márcio Thomaz Bastos dirigiu sua crítica diretamente aos ministros que condenaram réus do mensalão com base na teoria do “domínio do fato” – uma tese de juristas alemães. Bastos aproveitou para alfinetar a turma do STF, com sua tese: "A disciplina da persecução penal não pode ser colonizada por uma lógica estranha, simplesmente para facilitar condenações".

Foi fazendo tamanho malabarismo verbal que Bastos rejeitou a "tendência a tornar relativo o valor da prova necessária à condenação criminal". O criminalista ainda alfinetou que, "quando juízes se deixam influenciar pela 'presunção de culpabilidade', são tentados a aceitar apenas 'indícios', no lugar de prova concreta". Bastos complementou: "Não é de hoje que o direito de defesa vem sendo arrastado pela vaga repressiva que embala a sociedade brasileira". E fechou o raciocínio com uma pérola digna do pensamento radicalóide petista: "Quanto mais excepcionais os meios, menos legítimos os fins alcançados pela persecução inspirada pelo ideal jacobino da 'salvação nacional'".

Os argumentos ficam muito bonitinhos no papel. O palavreado se transforma em adereços de Carmem Miranda para enfeitar uma pretensa tese que em nada contribuiu para o combate à impunidade no Brasil. Bastos é um dos aproveitadores de nossa insegurança do Direito. Ganha muito dinheiro defendendo quem tem muito dinheiro e investe no desrespeito à Lei e à Ordem. Como ex-ministro de um dos governos mais corruptos de nossa História, agiria com mais ética se fizesse como um avestruz – enfiando a cara em um buraco, de tanta vergonha.

Como o Judiciário está de férias, as pessoas sérias darão pouca bola a Thomaz Bastos.

Os 3 bêbês de Rosemary: Lula não sabia de nada!!!


O berreiro dos cardeais, os uivos dos apóstolos, a choradeira dos devotos, as lamentações das carpideiras ─ nada disso vai adiantar. Nenhuma espécie de chilique da seita lulopetista impedirá que o mestre seja obrigado a quebrar a mudez malandra. Desde 23 de novembro, quando a Operação Porto Seguro tornou nacionalmente conhecida uma certa Rosemary Noronha, Lula foge de comentários sobre a quadrilheira de estimação. O silêncio que começou há mais de um mês pode até estender-se por duas, três semanas. A trégua do Ano Novo ajuda. Mas o ex-presidente não escapará da hora da verdade.
A menos que todos os jornalistas resolvam perder definitivamente a voz, o homem que nunca sabe de nada será confrontado com perguntas e cobranças que exigirão álibis menos bisonhos e respostas mais criativas. Se repetir, por exemplo, que se sente “apunhalado pelas costas”, Lula se arriscará a ouvir de volta uma desmoralizante gargalhada nacional. Se confirmar que “não se surpreendeu” com o que houve, como balbuciou em Berlim, terá de ser menos ambíguo: não se surpreendeu com as gatunagens de Rose, com o atrevimento do bando, com a eficiência da Polícia Federal ou com o quê?
O colecionador de escândalos já deveria ter aprendido que nenhuma patifaria de grosso calibre deixa de existir ou fica menor só porque o protagonista da história finge ignorá-la. Atropelado pelas apurações da PF, passou as duas primeiras semanas enfurnado no Instituto Lula, de onde só saiu para uma festa no Rio e uma discurseira para catadores de papel em São Paulo. Sempre cercado por muros humanos, não concedeu aos repórteres um único segundo de sua preciosa atenção. Depois, viajou para longe do Brasil e passou uma semana driblando jornalistas com saídas pelos fundos e escapadas pela cozinha. Para quê? Para nada.
Se já era de bom tamanho quando partiu, a encrenca ficara um pouco maior quando voltou. Indiciada pela Polícia Federal, Rosemary Noronha foi em seguida denunciada pelo Ministério Público por formação de quadrilha, corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica. Entre os comparsas incluídos na denúncia figuram os irmãos Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Rubens Vieira, ex-diretor da  Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e Marcelo Vieira, que vive de expedientes. Os três bebês de Rosemary são os líderes da máfia dos pareceres técnicos forjados.
Os lucros da organização criminosa aumentaram extraordinariamente depois do recrutamento da chefe de gabinete do escritório paulista da Presidência. Rose apresentava-se aos interlocutores conforme o grau de intimidade. Para os íntimos, era a mulher do Lula. Para o resto, a namorada do presidente. Nas reuniões com subordinados, declamava o primeiro verso do hino dos novos-ricos: “Aqui tudo é chique”. Parecia-lhe especialmente chique a decoração do escritório na esquina da Paulista com a Augusta. Numa das paredes, um imenso pôster mostra Lula (com a camisa do Corinthians) batendo um pênalti.
Enquanto esteve acampada na casa da filha Mirele,  também demitida da Anac, Rose pôde contabilizar os estragos causados pela brusca tempestade. De um dia para o outro, perdeu o emprego oficial, o posto de primeira-dama oficiosa, o escritório, o salário superior a R$ 10 mil, os amigos e o namorado. Acabou a vida mansa proporcionada pelos lucros da quadrilha. Acabaram as viagens internacionais ou mesmo domésticas: excluída das comitivas presidenciais desde a posse de Dilma Rousseff, agora não pode sequer sonhar com outro cruzeiro no mar de lhabela, ao som da dupla sertaneja Bruno e Marrone.
Sempre à beira de um ataque de nervos, Rose acha que os companheiros do PT não lhe estenderam a mão na hora da tormenta. É uma caixa-preta até aqui de  mágoa. Tão perigosa quanto Paulo Vieira, que anda sondando o Ministério Público sobre as vantagens da delação premiada. Nesta segunda-feira, a sindicância aberta pelo Planalto para apurar o envolvimento de funcionários públicos com a quadrilha foi prorrogada por dez dias.  Talvez dê em nada. Mas o processo judicial começou a andar. E o desfecho do julgamento do mensalão avisou que ninguém mais deve considerar-se condenado à perpétua impunidade.
Nos escândalos anteriores, organogramas secretos previam a existência, entre o líder supremo e os meliantes em ação, de um alto comando formado por companheiros ─ que sempre funcionou como um oportuníssimo airbag na hora do estrondo. Desta vez nâo há intermediários entre o candidato a inimputável e a turma da delinquente que protege há quase 20 anos. As impressões digitais do ex-presidente estão por toda parte.
Foi Lula quem instalou Rosemary Noronha no gabinete em São Paulo e pediu a Dilma que a mantivesse no cargo. Foi Lula quem, a pedido de Rose, transformou os irmãos Vieira em diretores de agências reguladoras. Sem Lula, Rose não se teria juntado à comitiva presidencial em 23 viagens internacionais. Sem Lula, uma alpinista social de subúrbio jamais teria feito carreira como traficante de influência. Era Lula a fonte de poder da quadrilha, que não teria existido sem ele.
Pouco importam os balidos do rebanho, a vassalagem dos governadores ou as genuflexões de Dilma Rousseff (que conhecia muito bem a representante da Presidência em São Paulo). Rose é um caso de polícia criado por Lula. Todos são iguais perante a lei. Ele que trate de encontrar explicações ─ se é que existe alguma.

PTistas chantageiam o MINISTRO FUX.


Eis-me aqui, leitores, a fazer algumas considerações, conforme disse que poderia acontecer. Depois retomo o meu descanso. O ministro Luiz Fux, do STF, continua na mira dos petistas. E eles não o deixarão tão cedo, a menos que este membro da corte máxima do país pague a fatura na qual figura, segundo os petistas, como devedor. O mensalão já é jogo jogado. Ainda que o tribunal venha a admitir os embargos infringentes, de divergência, é difícil supor que Fux dê um voto oposto àquele que proferiu durante o julgamento. Mas sabem como é: o governo tem muitas demandas no Supremo. A coisa está feia: para o tribunal, para Fux, para as instituições. E o ministro pode se preparar porque vem mais bomba por aí.
O mais recente ataque a Fux partiu de Gilberto Carvalho, ninguém menos: ele é, por excelência, o braço de Lula no governo Dilma, mas é também homem de confiança da presidente. Quando fala, ele o faz em nome da chefe, a menos que seja desautorizado. E ele não foi. O que fez Carvalho?
Afirmou num programa de TV que manteve um encontro com Fux antes de este ser nomeado para o Supremo e que o então candidato a ministro lhe havia assegurado que lera o processo do mensalão e não encontrara provas contra os réus. Mais uma vez, os petistas estão afirmando, por palavras nem tão oblíquas, que Fux lhes prometera uma coisa — “matar a bola no peito” — e não entregou o prometido.
É espantoso! Mais do que sugestão, o conjunto das declarações — de Carvalho, de Dirceu e do próprio Fux, em entrevista — nos autoriza, por indução, a concluir que um dos critérios para a indicação do agora ministro foi a sua opinião de então sobre o mensalão. Depois, tudo indica, ele mudou. Fux já confirmou ter estado com José Dirceu antes de ser indicado por Dilma. Reuniu-se também com João Paulo Cunha. O que um pretendente ao cargo máximo do Judiciário tem a conversar com dois réus daquele calibre? Ninguém sabe. E isso Fux também não conseguiu explicar na entrevista que concedeu.
Ao anunciar a suposta mudança de opinião de Fux, Carvalho está confessando o que eles lá, ao menos, tinham entendido como uma conspirata a favor dos mensaleiros. Pior: como foi Dilma que indicou o ministro, Carvalho e todos os que insistem nessa linha de argumentação comprometem a presidente com uma óbvia agressão ao Supremo e à independência entre os Poderes: Fux teria sido escolhido para cumprir uma missão — que não seria, por óbvio, fazer justiça.
Os antecedentes e o que se viuO leitor tem o direito de saber que petistas viviam falando pelos cantos, para repórteres, algo mais ou menos assim: “Fux tá no papo; é nosso!” Os mais boquirrotos davam o acordo como celebrado. A metáfora do “matar a bola no peito” já era muito conhecida. Os votos do ministro pegaram, sim, os petistas de surpresa e, em larga medida, os jornalistas. E petistas não o perdoam por isso. Se acham Joaquim Barbosa — o “negro que nós [Eles!!!] nomeamos”, como disse João Paulo — ingrato, eles têm Fux na cota de um traidor.
E não pensem que já esvaziaram todo o saco de maldades. Pelo cheiro da brilhantina, como se dizia antigamente, vem mais coisa contra o ministro em 2013. Os mais exaltados chegam a prometer que ele terá de deixar o tribunal porque acabaria ficando provado que não tem condições de exercer a função. Até onde pode ir o ódio punitivo? É o que veremos.
O QUE NÃO ESTÁ CLARO NO TRIBUNAL INFORMAL DO PETISMO É SE HÁ OU NÃO CONDIÇÕES DE FUX SER REABILITADO PELA COMPANHEIRADA — vale dizer: ainda não se decidiu se vão lhe apresentar uma fatura, exigindo, em troca, o bom comportamento ou se a condenação já pode ser considerada transitada em julgado — nessa hipótese, só restaria mesmo o paredão.
A tropa não brinca em serviço. Nesse momento — é Fux não deve ignorá-lo —, a sua carreira de juiz no Rio está sendo escarafunchada. Não é que os petistas não gostem de uma coisa ou de outra e tenham sido tomados por um surto de moralidade ou de moralismo. Não! Vigora a palavra de ordem de sempre: “Quem está conosco é gente boa; quem não está vai para a boca do sapo”.
Fux pode se preparar que vem chumbo grosso por aí. Ou, então, se anula como membro da nossa Corte Suprema e se torna mero esbirro de um projeto partidário — nesse caso, tem até modelo a ser seguido. A “máquina” está lhe dizendo algo assim: “Ou se entrega ou nós acabamos com a sua reputação”. A chantagem é asquerosa, e só nos resta torcer para que as ameaças sejam inúteis porque brandidas no vazio.
Nunca antes na história destepaiz um ministro de estado confessou que um candidato a ministro do Supremo lhe havia feito juízo de mérito sobre um processo em tramitação na Corte para a qual este pretendia ser nomeado.
Se você acharam 2012 animado, esperem só para ver 2013…
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mantega está sendo DERRETIDO.


O Agente 171, que trabalha lá pros lados da Ilha da Fantasia cercada por políticos, avisou que algo muito estranho acontecia por lá.

Achei o recado uma redundância, mas o Bond argentino insistiu. A Presidenta Dilma Rousseff veio voando de Porto Alegre para um expediente de emergência, na segunda-feira com jeitinho de domingo de manhã, no Palácio do Planalto. Todo o esquema de segurança e de comunicações fora acionado em um supetão. Houve nenhuma explicação oficial para o expediente na véspera do Natal. Os informes ainda não muito exatos indicam que existem sérios problemas para os lados do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e da Ministra do Turismo, Marta Suplicy... Falei para o 171: “Vamos aguardar para ver que m... acontece”. E fui para a praia.

Lá, no meio de um paraíso ecológico, Papai Noel armou uma terrível sacanagem comigo. Depois de caminhar quase uma hora e meia por uma trilha no meio da mata – que deve ter ajudado a queimar meus muitos quilogramas a mais -, tive uma surpresa desagradável ao emergir de um mergulho na piscina marinha. Meus olhos foram atraídos para uma boia de sinalização. Nela estava fincada uma bandeira. Do Brasil? Não! Do Corinthians bicampeão mundial? Também, não! Do Flamengo, maior time do universo? Para com isso... A bandeira era do PT!

Só não foi Perda Total nas minhas férias porque sempre me ensinaram a levar a vida, seriamente, na brincadeira. Minha primeira reação foi de ironia machadiana. Bati palminha para a bandeirinha branca com a estrelinha vermelha e a sigla de perda total inscrita no meio dela. Perto de mim, um banhista, pequeno empresário, classe média emergente, não sendo obrigado a interpretar meu aplauso, comentou: “Eles melhoraram muito a economia...”. Como o cara trabalha no setor de construção civil, entendi a leitura que ele faz da conjuntura. Estava ali de férias com a mulher e a filha porque sobrou uma boa grana de tanto trabalho.

A bandeirinha me gerou reflexões. A primeira é a política assume hoje a semelhança de uma disputa de um jogo futebol. A torcida, fanática, a maioria sem percepção completa da realidade, torce pela sigla hegemônica no poder ou, no mínimo, se diz contente e satisfeita com o desempenho dela. A outra reflexão é que, por falta de capacidade de análise da maioria (que só consegue avaliar se algo está bom ou ruim conforme a própria situação pessoal e não de acordo com a conjuntura), não vai demorar muito tempo para que a torcida do PT fique maior que a do Flamengo (16%) e a do Corinthians (15%).

O ser humano é pragmático. A massa raciocina assim, como torcida. De preferência, se alia com a maioria que está ganhando. E quando faltam adversários de peso, o time que está vencendo só aumenta o número de seguidores – eventuais ou fanáticos. A economia vai bem se o sujeito está ganhando melhor e tendo chances de comprar e consumir aquilo que antes não podia. Portanto, basta um discurso político de continuidade, para que o partido político no poder continue lá por muito mais tempo. O discurso natalino da Presidenta Dilma Rousseff foi nesta linha, com promessas de obras e desenvolvimento que vão viabilizar o sonho real da classe emergente.

O termômetro do consumismo confirma a tese. A Associação dos Lojistas de Shoppings verificou um crescimento de 6% nas vendas natalinas. Este desempenho positivo, real, da atividade comercial, serve para mascarar o ridículo crescimento do PIB – o tal Produto Interno Bruto, ou tudo que a economia produz em um ano, conforme me ensinou ontem a professora Patrícia Poeta, no Jornal Nacional que só mostrou coisas boas sobre as excelentes perspectivas econômicas. Notícias bem manipuladas a favor do governo transformam qualquer pibinho em um gigante bem dotado.

Enquanto isso, o ministro Mantega é derretido. Como, se tudo vai tão bem? Ao que tudo indica na economia corretamente avaliada, nada vai tão bem assim. Já temos uma inflaçãozinha fungando no cangote do bolso. Alimentos e serviços já sobem, em média, 9%. Aluguéis darão saltinhos ao longo do ano. Para salvar as finanças da Petrobrás, no começo do ano, o governo cumprirá a promessa já feita do aumentão nos preços dos combustíveis.  O aumento da gasolina, álcool e diesel vai puxar outros preços para cima.

O momento é de cautela. Dilma sabe disto e vai trocar Mantega por alguém que retransmita a alegria na percepção econômica. O show tem que continuar. Ainda existem muitas bandeirinhas do PT a serem fincadas nas boias. O perigo é, se a economia desandar, nós vamos precisar mais das boias de salvação que das bandeiras de marketagem.

Também não se pode esquecer de um fenômeno político recorrente. Os começos de crise podem ser agravados pelos problemas políticos que o PT têm se sobra. O Mensalão que ainda não acabou, o Rosegate que sequer começou e outras pedras nada preciosas que podem surgir no caminho até 2014 podem transformar o ano de 2013 em altamente problemático para a turma da Perda Total.

Até agora – como se diz na gíria de futebol – eles ganharam (literalmente) no roubo. A tendência é que continuem vencendo, por falta de adversários. Mas nem tudo está perdido no jogo político. Como o PT é autofágico – comendo-se a si mesmo em suas disputas internas -, uma hora a bandeira cai do mastro. O problema de sempre é quem vai ocupar o vácuo de poder para recuperar o Brasil da Perda Total (PT, na gíria das seguradoras).

De todo modo, Feliz Natal! Eu vou pra a praia torturar meus olhos com a bandeirinha do time dos petralhas...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal.

Roberto Jefferson, o homem que brigou com José Dirceu e chutou o balde do Mensalão, promete publicar um livro com bastidores inéditos do escândalo que só não derrubou Lula por milagre. Jefferson negocia com duas editoras: uma do Brasil e outra muito famosa da Espanha. Mas a publicação só sairá depois que o tal “transitado em julgado” for finalmente uma realidade na sentença da Ação Penal 470. Em tratamento contra um câncer no pâncreas, Jefferson continua na briga de sempre... Te cuida, Bob!


Mais tortura psicológica que o Julgamento do Mensalão (conforme reclamou outro dia o condenado José Genoíno) é a onda de dossiês que promete revelar ainda mais detalhes sobre megaescândalos que assolam o Brasil, apavorando a petralhada, a tucanalha e seus comparsas mais ou menos votados. O Brasil ficaria eletrizante se Marcos Valério, Carlinhos Cachoeira, Paulo Vieira e tantos outros operadores de esquemas revelassem uma boa parte do que sabem. O problema é que nosso Judiciário ainda é muito lento para punir crimes contra a coisa pública.

Um escândalo supera o outro em dimensão e repercussão. E praticamente todos rendem punições brandas ou que demoram tanto a acontecer que beneficiam os infratores. Vide o mensalão, no qual os condenados devem passar pouco tempo na cadeia. Valério pegará um mínimo de 6 anos, 8 meses e 21 dias na prisão. José Dirceu pegará 1 ano, nove meses e 10 dias. Delúbio: 1 ano, 5 meses e 25 dias. João Paulo Cunha: 1 ano, 6 meses e 20 dias. Henrique Pizzolato: 2 anos, 1 mês e 5 dias. Pelo mal que fizeram ao Brasil, é pouco! Joaquim Barbosa foi bonzinho com eles, indultando-os da prisão imediata.

As festas de fim e começo de ano foram providenciais para os nossos corruptos. Ninguém quer saber de escândalos. O noticiário se transforma em um mar de tranquilidade. Como janeiro também é o mês de férias – para a maioria dos servidores públicos e, principalmente, do Judiciário -, a calmaria continua. Em fevereiro, quando o ano ameaça começar, vem o carnaval, e tudo fica paradinho novamente. Assim, ficam esquecidos – e mais abafados ainda – o Rosegate, o Gabrielligate, o Eletrogate e tantos outros escândalos capazes de encher o nosso saco e o do Papai Noel.

Ontem, tive uma ilusão. Cheguei a acreditar que seria brindado com a bela mensagem natalina da Presidenta Dilma Rousseff. Que nada! A Velha Guerrilheira foi para a cadeia (de rádio e televisão, claro) para despejar um papo furado, cheio de números, sobre as maravilhas do Governo Federal. Tudo lido no teleprompter, escrito por marketeiros, sem a menor credibilidade no que era dito. Dilma é até uma razoável “atriz”, mas nem a Velhinha de Taubaté levou muita fé no que ela falou. Prometeu mundos e fundos, e não explicou por que o Brasil não cresce como deveria.

Já que a Dilma não cumpriu a missão sincera de nos desejar um feliz natal e um ano novo concretamente melhor, cada um dos “amigos e amigas” devem fazê-lo por ela. Logo mais, que todos se lembrem do nascimento de Jesus – o exemplo dos exemplos. E vamos pedir ao Pai dele que derrame suas luzes de Justiça para purificar os podres poderes que infestam o Brasil.

Feliz Natal!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Discurso vazio de D.DILMA, a verdade sobre a economia de 2013/2014.


O Brasil corre sérios riscos de perder nos próximos anos uma das maiores forças motrizes da economia: o forte desempenho do mercado de trabalho, com emprego e renda em alta.
Isso porque a economia ainda continua patinando e, sem uma recuperação mais robusta daqui para frente, segundo avaliações de especialistas, empresários e fontes do próprio governo ouvidas pela Reuters, o mercado de trabalho perderá dinamismo e reduzirá a oferta de vagas em 2013 e 2014.
Segundo uma fonte do governo, que pediu anonimato, os sinais de exaustão ficarão mais evidentes no final deste ano, persistindo nos primeiros meses do próximo ano em resposta à dificuldade de recuperação da economia. No acumulado deste ano até novembro, a geração de emprego formal caiu quase 45 por cento em relação a igual período de 2011.
Uma das maiores preocupações do governo neste momento, segundo relatou a fonte, são os riscos de demissões em segmentos intensivos em mão de obra, como o de serviços, mesmo após uma série de estímulos dada ao setor produtivo em geral.
"Esperamos que não avancem as demissões que se anunciam no setor financeiro, que são elevadas", comentou a fonte citando as dispensas anunciadas pelo Santander. No início de dezembro, o banco espanhol havia comunicado a dispensa de mil trabalhadores no Brasil.
A presidente Dilma herdou um mercado de trabalho robusto, que encarou bem as consequências dos períodos mais tensos da crise financeira internacional em 2008 e 2009. Em 2010 foram criadas 2,136 milhões de vagas com carteira assinada, um recorde. Em 2011, justamente quando a presidente assumiu o comando, a oferta caiu quase 27 por cento, para 1,566 milhão de postos.
Em 2012, com a atividade perdendo ainda mais fôlego, a abertura de vagas desacelerou, sendo que a previsão do Ministério do Trabalho é da abertura líquida de 1,4 milhão de empregos formais.
Apesar de menor, a geração de emprego ainda pode ser considerada boa, capaz de segurar a taxa de desemprego em níveis baixos, com renda em alta. Em outubro, o desemprego ficou na mínima histórica de 5,3 por cento e o rendimento registrou alta de 4,6 por cento na comparação com igual mês de 2011.

Temores

Mesmo com a recuperação econômica esperada para os próximos anos, o temor é que o mercado de trabalho reaja com defasagem em 2013 e 2014 ao esfriamento da atividade vindo antes.
Isso porque, mesmo com o forte esfriamento da atividade, as empresas evitaram dispensar trabalhadores em 2012 para não arcarem com custos de demissão e, posteriormente, de admissão quando a economia reagisse, avaliou o diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Clemente Ganz.
O outro lado dessa moeda, ressaltou ele, é que as empresas estão com suas equipes completas e não deverão reforçar os quadros nos anos seguintes com contratações maciças.
"O mercado de trabalho não perdeu postos neste momento de crescimento baixo porque as empresas estão segurando a capacidade ociosa", disse ele, acrescentando que, no próximo ano, a taxa de ocupação deve crescer entre 2,5 e 3 por cento, abaixo do avanço esperado para o Produto Interno Bruto (PIB), entre 3 e 4,5 por cento.
Entre janeiro e outubro, a taxa de ocupação do país aumentou 2,6 por cento ante igual período do ano passado. "A taxa de ocupação vai continuar crescendo, mas talvez menos do que em 2012 porque as empresas estão sem necessidade de recompor mão de obra", explica Ganz.

Dificuldade de reação

Além de vários segmentos produtivos estarem com quadros completos, como os dentro da indústria, alguns economistas apostam na dificuldade de reação da economia, estimativa que, se confirmada, restringirá a abertura de postos.
"Meu cenário para os próximos dois anos é pessimista. Para 2013 vejo a economia crescendo 2,5 por cento e acredito que, com esse ritmo, a taxa de desemprego vai aumentar. Vai começar lentamente porque não existe um grande desastre", comenta o professor da PUC-Rio e consultor da Opus Gestão, José Márcio Camargo.
Entre os industriais, a avaliação é que o vigor do mercado de trabalho não deverá se manter devido aos altos custos da mão de obra e do encarecimento das contratações no momento em que os produtos brasileiros enfrentam forte concorrência no mercado interno e externo.
O gerente-executivo de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Emerson Casali, chama atenção para a baixa produtividade do fator trabalho. "Desde 2000, a produtividade do trabalhador cresceu 3,7 por cento. Nesse período, o custo do trabalho subiu 101,2 por cento", disse citando, entre os fatores, os aumentos salariais dos últimos 12 anos.
Para Casali, se os custos diretos e indiretos associados ao emprego formal não forem atacados, ele não descarta a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff chegar ao fim de seu governo com o mercado de trabalho com desempenho francamente ruim.
Carlos Henrique Corseul, responsável pelo boletim sobre mercado de trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, reforça a importância da retomada da economia.
"Há um paradoxo. O ritmo de queda do emprego é muito menor que o da produção", disse. "Se a economia se recuperar, são maiores as chances de o mercado de trabalho continuar dinâmico, caso contrário, tende a perder dinamismo."
(A Reuters publica uma série de matérias especiais sobre as perspectivas para o Brasil em 2013 e 2014)

O frágil regime democrático do BRASIL.

Exclusivo – O Alto Comando do Exército ratificou ontem que continuará sendo o principal responsável pela segurança pessoal do presidente do Supremo Tribunal Federal. A cúpula militar ainda determinou um reforço no esquema que protege Joaquim Barbosa, depois de detectar pelo menos duas ameaças, nas últimas 48 horas, ao ministro que relatou o processo do Mensalão. Além de escolta, Barbosa agora contará também com vigilância inteligente durante a noite.

A ordem oficial de reforço veio às 14h 52 minutos de sábado. O documento reservado foi providencialmente assinado pelo General José Elito, membro do Alto Comando do EB e ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Além das ameaças detectadas pela inteligência militar, o reforço foi justificado por um estranho fato burocrático ocorrido na sexta-feira.

Na hora em que Barbosa se preparava para encerrar o expediente no STF, veio uma suposta ordem do Ministério da Defesa para que o pessoal militar que fazia a segurança de Barbosa fosse substituído. A nova orientação seria que Barbosa, após o julgamento do Mensalão, voltaria a contar com a proteção de agentes do Judiciário ou da Polícia Federal. Acontece que os servidores da Agência Brasileira de Inteligência, a serviço do GSI e do EB, resolveram não cumprir a estranha ordem, já que não tinham recebido qualquer comunicado oficial sobre a troca.

 Joaquim Barbosa foi para sua residência oficial vigiado por duas diferentes equipes de escolta. Avesso à segurança pessoal, Barbosa reclamou do excesso de pessoal militar com o qual já estava habituado a conviver. Ontem, o conflito de atuação foi desfeito. O General Elito, pessoalmente, reafirmou que só o Alto Comando do Exército ficará responsável por ordens acerca do esquema especial de segurança a Joaquim Barbosa. O serviço continua a ser executado por agentes de inteligência e oficiais do EB.

O esquema funciona no Rio de Janeiro, neste final e começo de semana, onde Barbosa passa o Natal e responde pelo plantão de recesso do Supremo Tribunal Federal. No Ministério da Defesa, estranhamente, ninguém assume de onde veio a ordem para alterar a segurança de Barbosa. Nas entrelinhas, no meio militar, interpreta-se que foi dado mais um sutil recado do Alto Comando do Exército ao governo e, por extensão, ao Partido dos Trabalhadores – cujos dirigentes, publicamente, vêm hostilizando Barbosa e fazendo críticas ácidas ao Poder Judiciário.

Ao que se sabe até agora, a Presidente Dilma Rousseff apenas tomou conhecimento da pequena confusão, mas não teria interferido no conflito entre a EB-Defesa-GSI, mesmo sendo a comandante-em-chefe das Forças Armadas. Não chegou a se configurar uma “crise militar”. Mas a cúpula do EB reafirmou sua independência para tomar decisões que considere de interesse estratégico para a segurança nacional ou para o pleno funcionamento das instituições democráticas. Se os petistas souberem ler, este pingo de decisão dos Generais é uma letra maiúscula de que não se aceitará um desrespeito às regras institucionais e constitucionais. 

O recado do EB foi direto: a petralhada deve parar de falar e fazer besteiras contra o frágil regime democrático no Brasil.

Viva a impunidade!!!Viva o Brasil!!!!Viva a Justiça!!!


O Julgamento do Mensalão é uma tortura psicológica - principalmente para aqueles que não aceitam mais tanta impunidade no Brasil. O fato de o ministro Joaquim Barbosa ter recusado o pedido de prisão dos condenados na Ação Penal 470 só confirmou que tudo continua como dantes no Supremo Tribunal do Abrantes. No Brasil, só ladrão de galinha tem prisão garantida. Corrupto rouba, canta de galo e não vai preso. 

 O ato de Barbosa – correto do ponto de vista de nossa prática jurídica – ratificou que continuamos longe de ver uma punição efetivamente rigorosa e no tempo justo e perfeito para aqueles que cometem crimes contra a coisa pública. O Procurador-Geral Roberto Gurgel aceitou a decisão de Barbosa, mas reafirmou o “temor” de que se passe muito tempo até que se alcance o trânsito em julgado. Gurgel também reforçou sua preocupação com a efetividade da decisão do STF.

Os infratores acabam sempre beneficiados pela extrema morosidade de nossos procedimentos judiciais. O teatral e demorado julgamento do Mensalão deu a ilusão de que seria feita Justiça contra políticos-corruptos (ou corruptos-políticos). Mas a longa tortura psicológica (para os condenados e para os cidadãos que sonham com Justiça) está longe de acabar. Tudo só se resolverá depois do tal “transitado em julgado”. Ou seja, a decisão de ontem de Joaquim Barbosa deixou claro que o drama jurídico ainda não acabou. Falta a publicação do acórdão com os votos dos ministros, para que os advogados ainda possam recorrer com inúmeros “embargos de declaração” (também conhecidos como recursos de embromação).

Ontem ficou mais uma vez evidente a falência múltipla de nosso sistema judiciário. Por princípio, Justiça não pode ser sumária. No entanto, também não pode ser tão lenta. Sendo assim, como é no Brasil, fica a clara noção de impunidade e injustiça. A verdade objetiva é: o STF não deveria ter julgado o Mensalão. O caso deveria ter sido apreciado pelas instâncias primárias da Justiça. Tudo foi para o Supremo – que é a instância máxima de avaliação constitucional – por causa do “foro privilegiado” (que não deveria proteger políticos que cometem crimes comuns ou contra a gestão pública, como foram os delitos do mensalão). A conclusão é: quando tudo começa errado, só pode acabar de forma mais errada ainda.

Por que o herói nacional Joaquim Barbosa rejeitou o pedido de prisão imediata dos condenados no julgamento do mensalão, antes mesmo do trânsito em julgado da ação? Tecnicamente falando, ele seguiu a tradição do STF de só mandar prender depois de esgotados todos os recursos. Barbosa até admitiu ser possível determinar a prisão quando os réus exageram no número de recursos, com o nítido propósito de protelar a decisão final. Mas como os defensores dos condenados no mensalão ainda não fizeram isso, Barbosa preferiu dar um voto de confiança.

Barbosa amarelou? Não, necessariamente. O ministro foi convenientemente pragmático. No fundo, ele preferiu não alimentar ainda mais a guerra institucional promovida pela cúpula radicalóide do Legislativo – comandada pelo deputado petista Marco Maia – contra o Judiciário. Barbosa também não quis comprar briga com os demais ministros do STF – que reformariam sua decisão no retorno do recesso da Justiça, em fevereiro. Barbosa sabe que já foi o mais longe que o permitido na condenação dos mensaleiros. Ele e o STF ficaram bem na fita. Parece que isto era o que realmente importava em todo o docudrama desta longa Ação Penal 470.

Outro detalhe que precisa ser lembrado para justificar a impunidade ou uma punição de mentirinha para os mensaleiros. Todos devem ficar pouco tempo na cadeia. Exceto Marcos Valério, os demais passarão pequenas temporadas nas “prisões especiais”. Valério pegará um mínimo de 6 anos, 8 meses e 21 dias na prisão. José Dirceu pegará 1 ano, nove meses e 10 dias. Delúbio: 1 ano, 5 meses e 25 dias. João Paulo Cunha: 1 ano, 6 meses e 20 dias. Henrique Pizzolato: 2 anos, 1 mês e 5 dias. Por isso, o quanto antes começarem a cumprirem as penas, melhor para eles.

Assim que for preso, sabe-se lá quando, o consultor José Dirceu ainda vai tirar onda com a nossa cara. Poderá usar a prisão como propaganda, propagando a mentira de ser “um preso político” (curiosamente no País governado pelo partido que controla o Governo do Crime Organizado). Para ele e seu chefe maior – que sequer foi indiciado -, os crimes compensaram e muito!

Os mensaleiros respiram aliviados. A Profecia Maia falhou. A Profecia Barbosa, também! O mundo não acabou para eles.  Terão um Natal e um Ano Novo inesquecíveis... Poderão rir da cara da gente que ainda sonhava que seria possível, pelo menos, lhes dar um sustinho com a temporada na cadeia. No final das contas, eles pouco pagarão pelos crimes que cometeram e pelos quais foram (quase) condenados – quase porque ainda falta o “transitado em julgado”.

comentário: No nosso País já se sabe que é o País da impunidade, pra que tanta encenação com a possibilidade de se fazer justiça????Não seria mais simples o STF autorizar por escrito que o roubo de dinheiro público nada pega e nunca vai pegar nada????Por que, de fato, já é isso o que acontece durante décadas e a sociedade brasileira nunca viu, nunca verá nenhum politico preso ou pelo menos obrigado a devolver o que roubou!!!!Vamos fazer uma campanha no facebook para o STF autorizar por escrito o ROUBO DE DINHEIRO PUBLICO, se você gostou, compartilhe!!!!
 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Governo mentiroso.

O Ministro Pibinho (Guido Mantega) afirmou com todas as LETRAS que o PIB do Brasil seria de 4,5% no minimo, quando um jornal suiço publicou que seria no máximo 1% ele se irritou e disse que o jornal estaria viajando na maionese, o que aconteceu????Fatos, são Fatos, o PIB ficou na casa de 1%, um crescimento MEDIOCRE, como mediocre é o nosso MINISTRO; Este mesmo ministro já propagou aos 4 ventos que a gasolina vai aumentar em 2013, ele só esqueceu de informar a todos os contribuintes brasileiros que a PETROBRÁS (seus diretores e D Dilma Roussef) estão sendo PROCESSADOS na justiça americana, por terem autorizada um negócio fadado ao fracasso, como ocorreu na compra de uma refinaria ultrapassada no Texas (e.u.a), causando um prejuizo de 1 bilhão de dólares nos acionistas INTERNACIONAIS e BRASILEIROS; agora você pode ligar os fatos e perceber o porque do aumento da GASOLINA, todos os contribuintes brasileiros vão pagar esse ROMBO, e o que é pior pra onde foi esse dinheiro????é por isso quando eu falo e escrevo que nesse País não tem jeito, alguns me acham critico demais, mas o que é feito com relação a isso????cade a receita, a pólicia, a justiça???? Não existe, então quando um Partido peita a tal justiça, essa mesma justiça fica em xeque, uma situação vexatória pra quem não tem MORAL ALGUMA. Se as Leis fossem feitas pra todos os cidadões cumprirem, eu me calaria, mas o que percebemos na prática é que essas Leis não atingem quem ROUBA, eles se protegem uns aos outros, numa intricada rede de corrupção. E nós contribuintes só nos resta continuar pagando os impostos pra sustentá-los ou também começarmos a praticar a DESOBEDIÊNCIA CÍVIL(deixando de pagar iptu, ipva e boicotar impostos) , ao meu ver o único caminho; agora este mesmo Governo com o seu óraculo do futuro já previu que o PIB em 2013 será no minimo de 4,5%, alguém por aí acredita?????

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Lula, o mais solitário dos homens.

Por mais que os cachorros loucos estejam querendo briga de rua em vez de confronto de ideias, prefiro a serenidade que evidencia o fundo falso das teses dos farsantes. Vamos lá. Luiz Inácio Lula da Silva é um político ou uma entidade que paira acima do bem e do mal, imune a qualquer crítica? É alguém que, a exemplo de tantos outros, participa da disputa pelo poder — e ele é muito bem-sucedido — ou é um demiurgo? Notem: se eu escrevesse aqui, e eu jamais escreveria, que todas as análises críticas que se possam fazer de Cristo ou de Paulo, o Apóstolo, são, de saída, despropositadas e decorrentes da má-fé, certamente apareceria alguém, e não despido de razão, para acusar meu obscurantismo. Mesmo para os que temos fé, é preciso admitir, o contraditório é parte do jogo. Cristo ou São Paulo podem, assim, ser submetidos ao livre exame. Lula não! Segundo ele mesmo e seus sectários, existe um “Lula” que está num patamar superior, jamais alcançado por qualquer ser ou ente — e isso inclui o mundo religioso.
Reivindica-se para ele, de maneira desabrida, absurda, insana, a condição de intocável, inimputável, inalcançável por qualquer lei, código ou, por certo, crítica política. Certo! Digamos que ele fosse apenas um oráculo; digamos que fosse apenas uma referência e uma fonte permanente a jorrar sabedoria, temperança, prudência, paz, entendimento, união, generosidade, inclusão — listem aí todos os substantivos que costumam acompanhar esses gurus orientais que volta e meia aparecem. Mas Lula é isso? E noto: eu não estou recomendado que seja, não! Estando, como está, no gozo pleno de seus direitos políticos, que faça política, ora essa! Não estou, em suma, sugerindo que ele seja ignorado se ficar quieto. Isso não é condição que se imponha a ninguém na democracia. Ele, sim, lembro à margem, sugeriu mais de uma vez que seus adversários fossem cuidar dos netos. Ele, sim, sugeriu mais de uma vez que tucanos como FHC ou Serra vivessem um segundo exílio, desta vez dentro do próprio país.
Lula tem o direito de fazer política. E, como tal, se expõe ao jogo político, prática em que, como é sabido, ele próprio é muito hábil há muito tempo. Que a gritaria para elevá-lo acima de nossa precária humanidade — e acima até da santidade, já que se admite que até Cristo está sujeito a controvérsias quanto a suas orientações morais — esteja na boca e na pena daquela gente financiada por estatais, isso eu compreendo, embora seja um escândalo em si, já que recursos públicos estão sendo postos a serviço de uma causa partidária. Que colunistas da grande imprensa, no entanto, se dediquem ao vexame de cobrar que um político militante, que pode falar uma linguagem muito virulenta, fique imune à crítica, à investigação e às leis, bem, aí estamos no terreno do incompreensível; estamos diante de uma evidência clara de que até o ambiente por excelência da liberdade de imprensa já se deixou conspurcar. Adiante.
Os “vagabundos”Lula compareceu à posse do novo presidente do sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, nesta quarta. Foi lá que aquele que viria a ser presidente da República começou a sua carreira política. O evento serviu como um ato de desagravo ao líder que estaria sendo vítima de uma conspiração das elites e da imprensa — mais uma vez, essa história cretina. Petistas, pcdobistas, cutistas e militantes do MST e da UNE gritaram: “Um, dois, três, é Lula outra vez”. Ou ainda: “Lula é meu amigo; mexeu com ele, mexeu comigo”… Certo!
Antes que avance, pergunto: o que é “mexer com Lula”? Noticiar que Marcos Valério deu um depoimento ao Ministério Público e o acusou de beneficiário pessoal do esquema do mensalão? Noticiar que, segundo o ex-operador da lambança, ele sempre soube de tudo e até participou da celebração de alguns acordos? Os “lulistas” deveriam cobrar a traição — ou, como querem, “a mentira” — de seu ex-amigo; daquele que transitava com tanta desenvoltura nos bastidores do poder que marcava reuniões com diretores do Banco Central como quem diz “hoje é quarta-feira”; daquele que garantia o fluxo de dinheiro para os parlamentares da base aliada. Eles fizeram acordo com Valério, não seus críticos.
O que é “mexer com Lula”? Deflagrar a “Operação Porto Seguro”? Bem, os valentes poderiam ir lá protestar às portas da Polícia Federal, tantas vezes exaltadas nos 10 anos de governo petista como exemplo de instituição que funciona. Ou não funcionou desta vez porque chegou perigosamente perto da “Suprassantidade”? O que é “mexer com Lula”? Noticiar os desdobramentos dessa operação? Ou, então, a oposição pedir investigação?
Avancemos. A posse do companheiro sindicalista serviu de pretexto para o ato de desagravo. E Lula discursou por quarenta minutos. Quem falou? Teria sido aquela “fonte permanente a jorrar sabedoria, temperança, prudência, paz, entendimento, união, generosidade, inclusão…”? Claro que não! Pela simples e óbvia razão de que Lula não é isso. Ele é um político, não o super-homem.
Aquele mesmo que foi à TV satanizar seus adversários em recente campanha eleitoral voltou a mostrar as garras. Afirmou: “Só existe uma possibilidade de eles me derrotarem: é trabalhar mais do que eu. Mas, se ficar um vagabundo em uma sala com ar-condicionado falando mal de mim, vai perder”.
“Vagabundo em sala com ar-condicionado”? Pois é… Ar-condicionado existe, por exemplo, lá no Instituto Lula, onde se organizou boa parte das indignidades tentadas na CPI do Cachoeira para incriminar a imprensa, a Procuradoria-Geral e ministros do STF. Ar-condicionado existe lá no Instituto Lula, onde se montou a, digamos assim, central de inteligência da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura; ar-condicionado existe lá no Instituto Lula, onde se cuida, depois das denúncias de Valério e do Rosegate, da “resistência e reação”. Essa oposição de que cuida o Apedeuta é falsa como nota de R$ 3. Já não existe mais o “Partido do Paço” contra o “Partido do Passo”, para citar uma oposição de um sermão de Padre Vieira. Nenhum partido é hoje mais palaciano do que o PT. Aliás, segundo se apurou no processo do mensalão — com depoimentos de testemunhas e réus — parte das reuniões que figuram como capítulos do escândalo foi realizada no Palácio do Planalto. Com ar-condicionado, sim, senhores. E INDUBITAVELMENTE COM A PRESENÇA DE VAGABUNDOS. Alguns dos vagabundos vão para a cadeia.
A quais outros “vagabundos” Lula está se referindo? Não creio que esteja a falar de Marcos Valério, que o acusou, porque a sequência do discurso indica que se trata de gente que estaria interessada em derrotá-lo politicamente. Não deve ser à Polícia Federal, que, da mesma sorte, não parece se encaixar na descrição. Nem mesmo estaria se dirigindo obliquamente à imprensa, que também não disputa o poder do estado…
Estaria Lula, num rasgo de insanidade, sendo desaforado com o Procurador-Geral da República e com os ministros do Supremo que condenaram seus amigos? Não foi corajoso o bastante para deixar claro qual era o alvo. Preferiu ser genérico porque, assim, inflama mais a militância e dá mais munição àquela turma do “pega-pra-capar” da Internet.
Como ele já afirmou que pretende percorrer o país em 2013 e falou em “me vencer”, lê-se por aí que anunciou a sua candidatura a alguma coisa. Não tendo como tirar Dilma da sucessão (embora seja essa a vontade de seus fanáticos), é evidente que estava alimentando o boato de que pode disputar o governo de São Paulo. Ora, é claro que pode! Reitero que está no gozo de seus direitos políticos. Mas por que precisa emprestar a essa possibilidade o tom de uma ameaça, de “cuidado comigo”?
NarcisoNunca antes na história destepaiz houve alguém que se amasse tanto. Já especulei aqui que o Lula de verdade deve sentir certo ciúme do Lula da sua própria imaginação. Ele disse mais: “Como eles previam o meu fracasso, eu era o próprio Titanic, mas sem Romeu e Julieta, só eu e o povo. Eles não perceberam a construção que nós fizemos”.
Suponho que chama de “Romeu e Julieta” o casal amoroso daquele filme do navio que afunda… O mais espetacular dessa construção é a sua falsidade. Aconteceu justamente o contrário: procedam a uma pesquisa, e vocês verão que PSDB e PFL se juntaram no apoio ao então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, nas necessárias medidas de austeridade. Quem tentava derrubar Palocci, como todo mundo sabe, eram alguns petistas — a começar de Aloizio Mercadante, que tinha um famoso “Plano B”… Aquilo, sim, teria sido empurrar o governo e o país para o buraco.
Ocorre que Lula só consegue cantar as suas próprias glórias se imaginar que há gente torcendo pelo seu insucesso; não lhe basta obter êxito a favor de alguém ou de alguma causa; ele precisa, necessariamente, triunfar CONTRA alguém ou alguma coisa. Não pode, assim, haver temperamento mais avesso ao daquele suposto líder que está acima das contendas humanas. Em seu discurso, foi deselegante — e, como sempre, ingrato — até com aqueles que pavimentaram a sua carreira no sindicato. Também eles, disse Lula, estariam tentando manipulá-los, mas, deixou claro, ele foi muito mais esperto.
Lula não é o primeiro líder na história da humanidade com essas características e com esse temperamento. Houve outros antes dele. A sorte do Brasil, meus caros, é que a “virtù” do nosso Príncipe não teve a chance de se casar com a “Fortuna”; a sorte do Brasil é que a história, o ambiente, as circunstâncias e a institucionalidade não permitiram a Lula viver plenamente todas as suas qualidades e vocações, como permitiram a Hitler, Mussolini, Stálin ou, mais recentemente e como farsa, Chávez.
Este homem poderia ser, para si mesmo, a evidência de um formidável, de um estupendo sucesso. Mas intuo que, mesmo depois de tudo, mesmo depois de ter alcançado na vida o que poucos no mundo puderam ou poderão alcançar, Lula estará infeliz na hora da “indesejada das gentes” (Manuel Bandeira), da qual ninguém escapa.
Sabem por quê? Porque nem mesmo a generosidade ou a bonomia alheias convencem o fundo da alma de Lula. Porque, e ele deixou isso claro nesta quarta, ele desconfia das boas intenções até mesmo daqueles que o ajudaram a ser quem é. Na sua imaginação delirante, autocentrada e autoritária, só agiram desse modo porque apostavam na sua derrota.
Se Lula não dormisse lendo até Chico Buarque, como já confessou, eu lhe recomendaria “Poema em Linha Reta”, de Fernando Pessoa. Para ele, que nunca se sentiu fraco, que nunca se sentiu um pouco ridículo, que nunca se sentiu um pouco vil, que nunca se sentiu, em suma, humano, talvez fizesse bem conhecer humanas precariedades… Mas quê… Ele vai dormir lendo esse “português do carvalho…”
Lula, no fim das contas, ainda que admirado por milhões, é mais solitário do que qualquer um de nós porque jamais conseguirá ser amado o quanto ele próprio se ama. É único no que imagina ser e no amor que alimenta por esse ser imaginário+

O congresso mais preguiçoso do mundo.

O país que aplaude o Supremo pela condenação dos mensaleiros é o mesmo que elege um Congresso com cara de clube dos cafajestes, que trata a pontapés a honestidade. O país que promoveu Joaquim Barbosa a herói popular é o mesmo que, a cada quatro anos, ratifica a supremacia dos casos de polícia no Poder Legislativo. O país que admira a face clara contempla a escura com bovina mansidão. Decididamente, o Brasil não é para amadores.
E surpreende até quem acha que já viu tudo, informa o espetáculo do absurdo encenado na Praça dos Três Poderes. A sucessão de espantos chegou ao clímax nesta quarta-feira, com a molecagem arquitetada por um octogenário: foi José Sarney o pai da ideia de votar numa única sessão mais de 3 mil vetos presidenciais acumulados desde o começo do século. Para derrubar o veto de Dilma Rousseff que modificou a nova distribuição dos royalties do petróleo, o Congresso mais preguiçoso do mundo resolveu fazer em algumas horas o que não fez durante 12 anos.
Os gerentes da Casa do Espanto e da Mansão dos Horrores primeiro tentaram furar a fila. Barrados pela liminar do ministro Luiz Fux que proibiu a esperteza inconstitucional, Sarney sucumbiu a um ligeiro surto de coragem. “A decisão usurpa prerrogativa do Poder Legislativo e o deixa de joelhos frente a outro Poder”, protestou no recurso encaminhado ao STF. Como se o Congresso não estivesse de joelhos diante do Executivo desde que foi amestrado por Lula. Como se não vivesse de quatro para os próprios interesses corporativistas.
Por saber disso, Sarney voltou no mesmo dia ao estado normal. Em vez de desafiar o Supremo, preferiu torturar a lógica, estuprar a sensatez e enterrar 3 mil vetos na mesma cova rasa. O cansaço chegou antes do começo do trabalho. Exauridos pela fabricação de tantas pilantragens em tempo tão curto, o chefão do Senado e Marco Maia, presidente da Câmara, resolveram armazenar energias para as festas do fim do ano. Fechado o picadeiro, a noite no circo ficou para 2013.
“Temos o vício insanável da amizade”, ensinou em fevereiro de 2009 o deputado Edmar Moreira, dono de um castelo de R$ 20 milhões que escondeu na roça para escapar do imposto de renda. Esse vício explica, por exemplo, a resistência do presidente da Câmara, Marco Maia, à cassação dos mandatos dos deputados condenados no julgamento do mensalão. Também ajuda a entender por que tramitam no Legislativo tantos projetos concebidos para suprimir poderes e amputar atribuições do Supremo ou do Ministério Público. Um deles proíbe promotores de Justiça e procuradores de contribuírem para o esclarecimento de crimes e a identificação dos culpados.
Há outros vícios, favorecidos pela erradicação da vergonha consumada por todos os partidos. Nesta terça-feira, por exemplo, o sepultamento da CPI do Cachoeira foi o desfecho de uma missa negra celebrada em conjunto por sacerdotes companheiros, aliados e oposicionistas. O PT conseguiu livrar do relatório final o governador Agnelo Queiroz. O PMDB, interessado em proteger a Construtora Delta e o governador Sérgio Cabral, juntou-se ao PSDB, decidido a resgatar o governador Marconi Perillo, para rejeitar o papelório produzido pelo relator Odair Cunha. Os três partidos logo estarão de mãos dadas para instalar Renan Calheiros na presidência do Senado.
A desfaçatez do Legislativo, que age de mãos dadas com o Executivo, ameaça o equilíbrio entre os Poderes que o Judiciário tenta preservar. Os inimigos do Estado Democrático de Direito estão cada vez mais atrevidos. Para eles, o perigo mora no Supremo. Para quem vê as coisas como as coisas são, o perigo está acampado em instituições controladas por figuras e partidos que se julgam acima e à margem da lei.
Graças ao julgamento do mensalão, o ano terminou com a derrota dos carrascos da verdade, castigados nesta quarta-feira por outra má notícia: o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao STF a imediata prisão dos condenados. “Em 2013, o bicho vai pegar”, miou Gilberto Carvalho em nome dos vilões que querem mudar o fim do filme. É bom que venham preparados. O Brasil decente vai reaprendendo a vencer

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

PTistas batem tambor para EXU, de forma errada!!!

Do sempre certeiro médico Humberto Freire Filho, em carta aos jornais:

“O cerco está se fechando em torno do Exu de Garanhus e a quadrilha petista está apavorada. Chegam a ser ridículas as declarações dos caciques do partido. O tal do Paulo Okamoto acaba de dizer que "foram acreditar em Marcos Valério e agora estão pagando".

Gilberto Carvalho, mordomo do Exu, à distância, há pouco fez um sermão e disse que "no próximo ano o bicho vai pegar" - não convenceria nem os fieis da missa de domingo no interior do Piauí, além de demonstrar o baixíssimo nível intelectual que impera no primeiro escalão do governo, na cozinha do Planalto.

Rui Falcão, o domesticador da "mídia", afirma de pés juntos que Marcos Valério, por ser um condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não tem a menor credibilidade. Pergunto: será que José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, todos também condenados pela mesma corte, têm credibilidade?

Segundo o Procurador Geral da República todos esses faziam parte da mesma quadrilha.

Na verdade, o bando não quer aceitar a realidade. Porém, a máscara caiu. O Exu recebeu as oferendas em primeiro lugar, a fim de assegurar que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, o mundo material e o mundo espiritual, fosse plenamente realizada e tudo corresse bem. Não foi o que aconteceu.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Pais ao avesso.

J .R. GUZZO
O que aconteceria se um belo dia, de passagem por São Paulo, o dr. Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, recebesse um grupo de voluntários empenhados em alguma causa com méritos indiscutíveis ─ uma entidade que luta contra o câncer infantil, por exemplo ─ e ouvisse deles o seguinte pedido: o banco poderia nos ceder, por caridade, um conjunto de salas no 17° andar do prédio que tem na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta? Precisamos com urgência de espaço nessa área da cidade, e, se a gente pudesse economizar com o pagamento de aluguel, sobraria mais dinheiro para salvar a vida de nossas crianças. “Não pode”, diria na hora o dr. Bendine. “Isso aqui é uma empresa do estado brasileiro. Sabem quanto está valendo o aluguel de um imóvel por aqui? Não se acha nada por menos de 120 reais o metro quadrado. Não dá para ceder de graça uma área assim.” O presidente do BB poderia acrescentar um outro argumento: mesmo que concordasse com o pedido, a Advocacia-Geral da União, que tem por obrigação defender o patrimônio público, jamais aprovaria uma coisa dessas. Fim da conversa.
E se o mesmo pedido fosse feito pelo presidente da República, interessado em instalar nesse 17° andar uma espécie de sucursal paulista do seu gabinete no Palácio do Planalto? O local, como ficou comprovado há pouco, servia como escritório particular de uma quadrilha de delinquentes, segundo a definição da Polícia Federal, do Ministério Público e do próprio ministro da Justiça. O dr. Bendine, diga-se logo, não tem nada a ver com isso; nem era presidente do Banco do Brasil na ocasião em que o espaço foi entregue a uma amiga pessoal do ex-presidente Lula e seus associados, que no momento se preparam para responder a uma ação penal por diversas modalidades de ladroagem. Sorte dele. Seu antecessor, que recebeu a ordem de “disponibilizar” a área, disse “sim, senhor”. E o que poderia ter feito de diferente? Se tivesse, como no caso dos bons samaritanos imaginado acima, a mesma valentia para defender o interesse estatal, seria posto na rua antes de se encerrar o expediente do dia. Ou seja: dez anos de convívio com a moral que Lula e o PT trouxeram para o governo ensinam que o patrimônio público é uma coisa muito relativa no Brasil de hoje. Não pode ser usado em benefício próprio por uns, mas pode por outros ─ e quem não souber a diferença vai ter uma carreira muito curta neste governo dedicado à causa popular.
Eis aí o que Lula, a presidente Dilma Rousseff e o PT criaram de realmente original com sua conduta à frente do governo ─ um país ao avesso, onde o triângulo não tem três lados, mas quantos lados eles acharem que lhes convém. É um mundo onde não existem fatos; só é verdade aquilo que o governo diz que é verdade. No caso da amiga de Lula e dos escroques associados a ela, o ministro da Justiça admitiu no Congresso que havia, sim, uma “quadrilha”, mas decretou que sua existência nos galhos mais altos do governo não tem a menor importância, pois não há provas de que Lula tenha sido beneficiado pela gangue. Sua única participação no caso foi ter nomeado a diretora do tal gabinete. “Só” isso? Sim, só isso; qual é o problema? Além do mais, segundo o ministro, os envolvidos no bando tinham um “papel secundário” na administração pública. Como assim? A chefe do escritório paulista acompanhou Lula em trinta viagens internacionais. Os funcionários “menores” mandavam em agências-chave na máquina federal; um outro era nada menos que o braço-direito do responsável pela Advocacia-Geral da União, onde se dedicava a advogar contra os interesses da União. Seu chefe declarou-se “magoado” com ele, e a presidente Dilma decidiu que essa declaração era uma esplêndida solução para o contratempo todo. O secretário-geral da Presidência, enfim, completou a verdade petista dizendo que só “um ou outro” gângster faz, de vez em quando, alguma coisinha errada no governo.
Deve-se ao sr. secretário, também, a melhor definição do pensamento oficial diante da corrupção no Brasil de 2012: seja lá o que acontecer, nada tem importância, porque “Lula é endeusado por onde passa”. Eis aí uma teoria realmente revolucionária para o direito penal moderno: “Estão previamente absolvidos de qualquer acusação, por mais que baseada em fatos, todos os cidadãos que tiverem índices de popularidade superiores a X%”. O resultado prático de tudo isso só pode ser um: a bandalheira vai continuar a toda, e promete ocupar um espaço cada vez maior na biografia de Lula e de todos os que sobrevivem à sua custa