Guido
Mantega também sofre pressões de investidores internacionais da Petrobrás – onde
o ministro ocupa o cargo estratégico de presidente do Conselho de Administração.
Os acionistas da estatal de economia mista continuam inseguros com a titubeante
indefinição sobre o reajuste nos preços dos combustíveis. Mantega já fez a
promessa do aumento para o ano que vem, mas a promessa não convence o mercado.
Lá fora, todos sabem que Mantega comanda tudo que acontece de ruim na Petrobrás,
em parceria com o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa. Os dois fazem
malabarismos diários com bancos internacionais para evitar tremores com o caixa
da empresa.
A
Presidenta Dilma Rousseff identifica na dupla Mantega-Barbassa a principal fonte
de intrigas para desestabilizar a gestão de sua amiga e afilhada Maria das
Graças Foster, na Petrobrás. Este é um dos motivos pelos quais deseja substituir
Mantega na próxima mini-reforma ministerial prevista para fevereiro de 2013.
Dilma só ainda não sabe quem vai para o lugar dele. Bem cotado com ela está
Aloísio Mercadante Oliva – atualmente no Ministério da Educação. Se não for para
a Fazenda, Mercadante pode ir para a Petrobrás – se Dilma não conseguir segurar
a pressionada Graça.
Dilma
ontem nem quis saber de Mantega. Fez uma reunião privativa com Alexandre
Tombini, presidente do Banco Central. A Presidenta recebeu detalhes sobre mais
um leilão de linha marcado pelo BC do B para sexta-feira. A operação consiste na
venda de dólares com compromisso de recompra no futuro. Serão oferecidos US$ 2
bilhões, com taxa de R$ 2,059 e recompra programada para o dia 1º de fevereiro
de 2013. Nos últimos dias, o BC do B vendeu cerca de US$ 4 bilhões.
Outra
bronca contra Mantega vem do seleto e secreto grupinho de bancos nos quais o
Banco Central do Brasil faz a aplicação de nossas bilionárias reservas
internacionais em dólar. Na batalha diária com a realidade, em uma política de
câmbio flutuante de mentirinha e sob constante intervenção da pretensa
autoridade monetária, Mantega mexe demais nas reservas aplicadas – o que provoca
o descontentamento dos gestores da grana. E cada mexida tem sido um desastre. Só
este mês, o País torrou US$ 17 bilhões das reservas.
Além
das rusgas com investidores externos e da batalha diária para enfeitar o Real,
Mantega cria áreas de atrito com os banqueiros daqui. Ontem, teve mais uma
desgastante reunião com dirigentes financeiros. O ministro voltou a cobrar que
os bancos privados nacionais injetem mais recursos nos empréstimos de longo
prazo para investimentos produtivos. Como não sentem segurança na política
econômica, os banqueiros não apostam em tais negócios – o que seria a lógica de
um sistema financeiro em um país produtivo e empreendedor (o que não é o caso do
Brasil). Atendendo aos bancos, o BC do B liberou R$ 15 bilhões dos depósitos
compulsórios para o novo programa de empréstimos.
Dilma
faz o discurso do crescimento econômico para 2013. Mas sabe que nada vai
conseguir se não remover Mantega – uma das heranças malditas de Lula – do
caminho traçado por seu governo. Depois de ter sido chamada de “rena do nariz
vermelho” pelo jornal Financial Times, que é o porta-voz da oligarquia
financeira transnacional que controla os negócios no Brasil e no mundo, Dilma
deseja reagir. Detonar Mantega pode ser uma prova de que quem manda na economia
é ela
comentário: O discurso vazio de D.Dilma mostra o perigo que o BRASIL está sofrendo, a conta já chegou para os BRAZUCAS pagarem, é isso que dá colocar COMANDANTE NOVATO para guiar BOEING!!!!
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