sábado, 24 de novembro de 2012

Racismo PETISTA.

A questão sempre rondou as más consciências, era enunciada de modo oblíquo, falada nos cantos, nos becos, nas bocas, nas tocas — como diria o sambista… Era sugerida, mas jamais pronunciada. Ontem, finalmente, o ainda deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, rasgou a fantasia e o verbo, revelou o que realmente pensa o PT, deixou aflorar seu [do partido] racismo asqueroso e primitivo. Inconformado com a atuação do ministro Joaquim Barbosa, que assumiu nesta quinta a presidência do STF, Cunha mandou ver: “[Barbosa] Chegou [ao Supremo] porque era compromisso nosso, do PT e do Lula, de reparar um pedaço da injustiça histórica com os negros”.
Que nojo de João Paulo Cunha!
Já explico onde estava este senhor quando vomitou o racismo de seu partido. Quero me ater um pouquinho ao conteúdo de suas palavras porque elas provam, por A mais B, algumas considerações que andei fazendo neste blog, ao longo dos anos, sobre a questão racial.
No dia 11 de outubro de 2011, escrevi um texto sobre a relação que o PT mantém com as chamadas minorias. Lá se pode ler este trecho (em azul):
Será mesmo o PT um partido especialmente afeito à defesa das mulheres, dos negros, dos gays, dos direitos humanos – de grupos e temas, enfim, que seriam discriminados pela sociedade “reacionária”? Uma ova! Essa gente tem é um desprezo solene por todas essas causas e só as utiliza como instrumento de sua luta pelo poder. O PT defende, sim, o negro, desde que esse negro carregue a bandeira do partido – se não for assim, o sujeito é acusado de “preto de alma branca”. O PT defende, sim, a mulher, desde que ela carregue a bandeira do partido – se não for assim, ela é acusada de agente de machismo. O PT defende, sim, os gays, desde que o gay carregue a bandeira do partido; se não for assim, ele será acusado de bicha reacionária.
Bingo!
Pensemos na enormidade da fala de João Paulo, que representa o pensamento da ampla maioria do PT e de Lula — que também já andou cochichando essa ignomínia por aí em versos, trovas e palavrões, como é de seu hábito.
Na formulação petista, Joaquim Barbosa não chegou ao Supremo por seus méritos, mas porque é preto. Assim, quem o nomeou ministro foi a vontade de Lula, que lhe teria prestado, então, um favor, fazendo uma concessão a uma “raça” — afinal, sabem como é, o PT é contra as injustiças… Mais: por ser negro, Barbosa estaria impedido de julgar segundo os autos, as leis e a sua consciência. A cor da pele lhe imporia, logo à partida, um determinado conteúdo. É por isso, ministro Joaquim Barbosa, que critiquei tão duramente a resposta que Vossa Excelência deu a um repórter. Ainda que ele pudesse estar fazendo uma provocação, condicionar a visão de mundo das pessoas à cor de sua pele é manifestação do mundo das trevas intelectuais, que é de onde parte a fala de João Paulo.
Lula, o PT e os petistas esperavam um negro grato, de joelhos, beijando a mãos dos nhonhôs. Queriam um Joaquim Barbosa doce como uma negro forro, que se desfizesse em amabilidades com o seu ex-senhor e se sentisse feliz por ter sido um dos escolhidos da senzala para receber o galardão da liberdade. Em vez disso, o que se tem, na visão dos petistas, é um negro ingrato, que decidiu olhar a lei, não quem o nomeou; que decidiu se ater aos crimes cometidos pelos réus, não à cor de sua própria pele; que decidiu seguir as regras do estado democrático e de direito, não o projeto de poder de um partido.
Negro filho da mãe!
Negro traidor!
Negro que não carrega bandeira!
Negro vira-casaca!
Negro ingrato!
Negro negro!
Não é de hoje, certamente, que Barbosa recebe pressões. Agora entendo com mais precisão uma resposta que deu numa entrevista concedida à Folha em 2008:
“Engano pensar que sou uma pessoa que tem dificuldade de relacionamento, uma pessoa difícil. Eu sou uma pessoa altiva, independente e que diz tudo que quer. Se enganaram os que pensavam que, com a minha chegada ao Supremo Tribunal Federal, a Corte iria ter um negro submisso. Isso eu não sou e nunca fui desde a mais tenra idade. E tenho certeza de que é isso que desagrada a tanta gente. No Brasil, o que as pessoas esperam de um negro é exatamente esse comportamento subserviente, submisso. Isso eu combato com todas as armas.”
Voltemos a João Paulo e aos petistas. Assim como um escravo dependia da boa-vontade de seu dono para obter a alforria, esses meliantes morais estão a dizer que Barbosa dependeu da boa-vontade de Lula para ascender ao Supremo. Como ele ousa jogar a lei na cara daquele que tem a certeza de que lhe fez um favor e uma concessão?
Raramente um negro foi tão ofendido por um partido! Raramente os negros como um todo foram tratados com tanto desdém. Que desastre moral para boa parte dos movimentos negros, que certamente se calarão porque funcionam como esbirros do petismo! Este, se querem saber, é o pior de todos os racismos. A besta ao quadrado que sai por aí a vomitar injúrias raciais de modo explícito não é, ao menos, cínica. Os que cobram de um negro a fatura por tê-lo nomeado para a corte suprema do país — onde a única coisa decente a fazer é ser independente — deixam claro que usam as causas apenas como instrumento de poder.
O PT é craque nisso! Lembrem-se que campanhas eleitorais de Lula e de Dilma reuniram cotistas e bolsistas do ProUni — um programa federal, que não pertence ao governo, mas ao Estado — para que expressassem a sua gratidão a seus “benfeitores”, a seus “donos”, a seus nhonhôs… O país do PT não é aquele dos homens livres. O partido só entende a linguagem da ordem e do pau-mandado, como sabe o relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-SP), que entrega a redação do relatório ao comando de seu partido para que tente as suas vendetas.
Barbosa que se cuide! O ódio dessa gente não é pequeno. A qualquer momento a sua reputação pode ser alvo de um franco-atirador do mundo das denúncias.
Achincalhe da JustiçaJoão Paulo disse aquela enormidade numa “plenária” feita em Osasco para satanizar o STF e declarar a inocência dos mensaleiros, a que compareceram José Dirceu e José Genoino. Rui Falcão, presidente do PT, e os deputados Jilmar Tatto (SP), líder do PT na Câmara, e Arlindo Chinaglia (SP), líder do governo na Casa, faltaram.
Dirceu pregou abertamente o confronto com o Supremo. Mais do que isso: segundo entendi, quer o tribunal submetido a júri popular, à moda maoísta: segundo ele, o PT deve ir às ruas para “fazer o julgamento do julgamento”. Huuummm… Quanto mais trela lhe dá o jornalismo que lhe serve de porta-voz, mais valente ele fica. Daqui a pouco, o Marcola e o Fernandinho Beira-Mar também proporão formas de luta contra o Judiciário.
Dirceu deixou claro que não aceita as decisões da Justiça de seu país. Conclamou: “É preciso ir as ruas, discutir, debater o que esta acontecendo. Não aceitamos. Estamos revoltados e indignados e somos vitimas de um julgamento injusto”. É evidente que o homem ultrapassou a linha da crítica e do direito à manifestações. Está pregando abertamente a resistência a uma decisão da Justiça. E isso, como sabem, é crime!
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Juiz cabra macho!!!

Foram 39 pessoas investigadas que tiveram seus bens bloqueados, na semana passada, pela Justiça, a pedido do Ministério Público do Estado do Pará (MPE), para dar seguimento ao processo de investigação de supostos atos de improbidade no período de 2007 a 2010 na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). O processo tem como um dos seus objetivos julgar as contas e crimes de responsabilidade do legislativo estadual. A liminar que determina a indisponibilidade dos bens dos acusados foi concedida pelo juiz Elder Lisboa Ferreira da Costa, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital.
Entre os acusados está o senador da República e ex-presidente da Alepa, Mario Couto, sua filha, a deputada estadual Cilene Couto e outro ex-presidente da Assembleia, e prefeito de Altamira eleito em outubro deste ano, Domingos Juvenil. Lisboa também foi responsável por vários mandatos de busca e apreensão para reunir provas de fraude na Alepa. Os ex-diretores Dirceu Pinto Marques, Sandra Lúcia Feijó, Sandro Sousa Matos, Jorge Kleber Serra e Sérgio Duboc Moreira também são acusados no processo.
A Assembleia Legislativa é o principal órgão do Poder Legislativo do Estado sendo representada por deputados estaduais eleitos a cada quatro anos.
QUEM É ELDER LISBOA?
Elder Lisboa Ferreira da Costa é Juiz de Direito do Poder Judiciário do Pará, doutorando da Universidade de Salamanca (Espanha), mestre em Ciências Jurídico Criminais da Universidade de Coimbra (Portugal), especialista em Relações Internacionais, Globalização e Cidadania da Universidade do Porto e Universidade do Minho (Portugal) e especialista em Direito Processual Civil e Civil da Universidade Estácio de Sá (Rio de Janeiro).
O juiz também participou de cursos como o de Direito Administrativo, em Goiânia no ano de 1988; Direito Penal, no Rio de Janeiro, em 1994; e Direito Processual também no Rio de Janeiro, em 1995. Lisboa é professor da Cadeira de Direito Penal da Universidade da Amazônia, membro do Conselho Estadual da Comissão de Direitos Humanos do Estado do Pará, representando o Tribunal de Justiça do Estado do Pará.
Da própria Assembleia Legislativa do Pará, Elder recebeu o Título Honorífico de Honra ao Mérito. Nove municípios, entre eles Altamira, onde Domingos Juvenil, um dos acusados, foi eleito prefeito, também concederam ao juiz o Título Honorífico de Cidadão da Cidade.
(Brunno Gustavo/DOL

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ladrão já condenado quer passaporte de volta pra FUGIR.

A defesa do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) entrou nesta terça-feira (13) no STF (Supremo Tribunal Federal) com um recurso contra a decisão do relator do mensalão, Joaquim Barbosa, que determinou a entrega dos passaportes dos 25 condenados. Os advogados do petista pedem que o plenário casse a retenção dos documentos.
Segundo a assessoria do Supremo, como se trata de um agravo regimental, o relator terá que submeter o caso aos demais integrantes da Corte. A apreensão dos passaportes foi determinada por Barbosa para impedir fugas dos réus ao exterior.
"A decisão jamais poderia ter sido realizada monocraticamente. Deveria, até mesmo por respeito aos demais ministros, ter sido respeitado o princípio da colegialidade", argumenta o advogado Alberto Zacharias Toron.
Toron sustenta ainda que a entrega dos documentos não é necessária. "É razoável que o peticionário comunique ao Supremo qualquer viagem que faça. Mas não há, repita-se, qualquer necessidade de se acautelar seu passaporte."
Os condenados já não estão mais com os documentos. O deputado Pedro Henry (PP-MT) repassou o passaporte para o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Os advogados argumentam que, como ele tem passaporte diplomático, concedido por ocupar uma vaga no Legislativo, a posse do documento é da Câmara.
A defesa informou ainda que se Maia entender que não deve ficar com o passaporte, o documento deve ser encaminhado ao relator.
Já o ex-deputado Bispo Rodrigues enviou uma manifestação explicando que não está com seu passaporte porque a Polícia Federal apreendeu o documento em uma operação em 2006.
A situação do empresário Marcos Valério, operador do mensalão, é semelhante, tendo em vista que ele entregou o passaporte ao Supremo em 2005 e afirma nunca mais ter tirado um novo

Hamás lança foguetes contra ISRAEL. e nem chegou 21/12/2012.

Militantes lançaram pelo menos um foguete contra a capital de Israel, Tel Aviv, nesta quinta-feira, fazendo soarem os alarmes antiaéreos pela primeira vez desde a Guerra do Golfo, em 1991. O ataque foi uma retaliação aos bombardeios realizados pelo Exército israelense desde ontem que mataram um chefe do braço militar do grupo.
Os alarmes provocaram pânico entre os moradores, que começaram a correr. A TV israelense exibiu imagens de pessoas jogadas no chão, no centro de Tel Aviv, enquanto as sirenes soavam.
Informações preliminares da polícia israelense dão conta de que o projétil caiu no mar. Não houve vítimas.
Na faixa de Gaza, os braços armados dos movimentos radicais palestinos Hamas e Jihad Islâmica reivindicaram o lançamento de dois foguetes tipo Fajr, de fabricação iraniana -um contra Jaffa, cidade anexa a Tel Aviv, e outro contra Rishon Le Zion, a quarta maior cidade do país. Em Rishon, o foguete caiu em um descampado perto da cidade, sem causar danos.
"O inimigo iniciou a batalha, mas a resistência determinará como acaba", afirmou Abu Ahmed, porta-voz das Brigadas Al Qods, braço armado da Jihad Islâmica, no site do grupo.
Mais cedo, o Hamas lançou um outro foguete que matou três israelenses ao norte de Gaza. Foram as primeiras mortes israelenses registradas nesta mais recente escalada de tensão na região. Do lado palestino, ao menos 16 morreram nos bombardeios, sendo cinco crianças.
Em Gaza, Israel realizava pesados bombardeios, na noite desta quinta-feira (horário local). O Exército iniciara os bombardeios na quarta (14), quando conseguiu matar o comandante militar do Hamas, Ahmed Jabari, 52. Ele foi atingido por um míssil enquanto circulava de carro pela rua principal da Cidade de Gaza. Um assessor que estava com ele também morreu.
Desde que iniciou os ataques, Israel convocou ao serviço militar cerca de 30 mil reservistas, em um indício de que cogita realizar uma invasão por terra. Na noite desta quinta, ao menos 12 caminhões carregando tanques e veículos blindados foram levados para a fronteira do território judaico com o palestino. Ônibus com soldados israelenses também foram deslocados.
Logo depois do ataque a Tel Aviv, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirmou que essa escalada de tensão "terá um preço exato que o outro lado vai ter de pagar". Horas antes, a porta-voz do Exército israelense, a tenente-coronel Avital Leibovitz, disse à mídia estrangeira que uma invasão por terra de Gaza é, "certamente, uma opção".
O novo presidente do Egito, Mohamed Mursi, visto como apoiador do Hamas, liderou um coro de críticas aos ataques de Israel. O seu premiê, Hisham Kandil, promete visitar Gaza na sexta-feira (16), ao lado de outros ministros egípcios, em demonstração de apoio ao Hamas, movimento que tomou o controle da região à força do Fatah, de Mahmoud Abbas, em 2006.
O chefe do governo do Hamas, Ismail Haniye, pediu que países árabes e muçulmanos, em particular o Egito, tenham uma reação firme contra Israel

Viagem ao desespero da ESPANHA.

CÁDIZ - A Espanha que a presidente Dilma Rousseff visitará a partir de amanhã é um país desesperado.
Pegue-se qualquer estatística, e o desespero se explica. Tome-se, por exemplo, o desemprego, situação que é a que mais leva ao desespero: está em 25,8%, recorde na União Europeia, superior até aos 25,4% da falida Grécia.
Pior: aumentará para 26,6% em 2013, ano em que a Comissão Europeia prevê outra retração da economia, de 1,4%, idêntica à deste ano. Mas não são as estatísticas as que mais adequadamente captam o estado de espírito da Espanha.
A desilusão aparece com contundência, por exemplo, em livro que foi lançado anteontem. Chama-se "Espanha, Destino Terceiro Mundo", escrito pelo jornalista Ramón Muñoz, que, nas páginas de "El País", cansou-se de mostrar a gravidade da crise. O título é um colossal exagero. Os latino-americanos, que de Terceiro Mundo entendemos bem mais que os espanhóis, sabemos que a Espanha está a anos-luz de tão triste destino.
O livro é acima de tudo um grito de frustração ante "o brusco fim de um destino que acreditávamos eterno", como diz "El País", ao apresentar o volume.
O destino que parecia eterno foram os 16 anos ininterruptos de crescimento, de 1993 até 2009, quando se instalou a recessão global que, na Espanha, foi mais contundente pela explosão da bolha imobiliária.
E, atenção, a crise espanhola nada tem a ver com os abusos com dinheiro público que ajudaram os países do Terceiro Mundo a cavarem um buraco ainda mais fundo do que aquele em que já estavam, nos anos 1980, pedaço dos 1990.
O governo da Espanha, com conservadores ou com socialistas, dava lucro (arrecadava mais do que gastava) até a véspera da crise da construção civil --ou do "ladrillo" (tijolo), como eles preferem.
Posto de outra forma: é uma crise de Primeiro Mundo, como a norte-americana, em que a banca, irresponsavelmente, financia imóveis para quem pode e para quem não pode pagar, como se a bicicleta do crescimento nunca fosse parar de rodar. Parou, em 2008, e todo o mundo caiu do selim.
De lá para cá, 172 mil famílias perderam suas casas por não poderem pagar a hipoteca e outras 178 mil estão pendentes de "desahucio" (despejo), a palavra que Dilma mais ouvirá na Espanha, se puder ler jornais, ouvir rádio ou ver TV (pronuncia-se "deçáusio", presidente).
O que tornou exponencial o desespero foi o suicídio de Amaya Egaña, ex-vereadora de Barrakaldo, no País Basco, 53 anos, que atirou-se do quarto andar do prédio em que morava enquanto subiam para despejá-la os oficiais de Justiça e a Guarda Civil.
É uma situação dolorosa, mais ainda para um país que só fez aproximar-se de seus pares mais ricos da Europa desde que se livrou da ditadura de Francisco Franco, morto em 1975 e sepultado como regime em 1977, esta sim terceiro-mundista.
Mas, se Ramón Muñoz me perdoa, despejo não é coisa de Terceiro Mundo pela simples e boa razão de que, neste, poucos têm recursos para comprar imóvel, mesmo financiado

Universal perde processo contra Folha.

A 8ª Câmara Cível de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou ontem, por unanimidade, sentença que havia julgado improcedente a ação de indenização movida pela Igreja Universal do Reino de Deus contra a Folha e o jornalista Fernando de Barros e Silva.
O relator Caetano Lagastra entendeu que não houve abuso na coluna "Fé do bilhão", de 17 de dezembro de 2007.
A Igreja Universal havia alegado que o texto tinha "cunho tendencioso". Em sua defesa, a Folha afirmou que ele representava o "exercício da liberdade de expressão do pensamento". A coluna comentava a reportagem "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", de Elvira Lobato, que receberia o Prêmio Esso de Jornalismo.
A reportagem foi alvo de ações movidas país afora por adeptos da Igreja contra a Folha e a jornalista. A maioria dos processos foi ajuizada em comarcas remotas, forçando o deslocamento de advogados e jornalistas por avião, ônibus, táxi e barco. As ações usavam as mesmas frases.
A tentativa de intimidação foi classificada pelo juiz Edinaldo Muniz dos Santos como "assédio judicial".
A Igreja ainda entrou diretamente com processos referentes à reportagem, à coluna e ao editorial "Intimidação e má-fé", de 2008, que questionava a série de ações.
"Espero que o julgamento represente o encerramento do embate judicial que durou quase cinco anos envolvendo a Igreja Universal e a Folha", declarou a advogada do jornal, Taís Gasparian.
Segundo ela, "nesse período a igreja entrou com três ações, e seus fiéis, com mais de 110, em uma iniciativa que tinha por propósito inibir a publicação de textos jornalísticos. Apesar das dificuldades, acredito que a imprensa tenha saído saído vencedora, já que nenhuma das ações foi julgada procedente

Juiz Aspirante a DITADOR.

Comentário: O problema desse Juizinho, é que como no inicio de sua profissão com certeza ele foi bacharel em "Direito" e como muitos advogados do presente é que eles fizeram 2 matérias: uma foi a matéria da ARROGÂNCIA, e a outra matéria foi a da HUMILDADE, na matéria de ARROGÂNCIA eles só tiram 10, já na matéria de HUMILDADE eles só tiram ZERO. Esse exemplo se estende a todo País, tem JUIZINHO que pensa que é Deus, tem OFICIAL DE JUSTIÇA que pensa que é JUIZ, e ainda tem GUARDA DE TRÂNSITO que como o exemplo acima também acham que são o ESTADO, repetindo a máxima de lUIS XVI ( o ESTADO SOU EU) e ponto final. Esses ares contaminam, sobe a cabeça dos "conhecedores da Lei". Só tem uma maneira de tratar um desses é agir como eles: dar um tratamento de choque, dar uma de doido ou até mesmo usar a FORÇA FÍSICA. No mínimo passam a lhe RESPEITAR.!!!

TEMPOS DIFICEIS.

Estamos vivendo tempos dificieis, nos noticiários só vemos crise e mais crises na Europa (Grécia, Portugal, Espanha, Itália e por ai vai), Nos E.U.A a situação não é diferente, uma grande parte da população está desempregada, lá a classe média praticamente inexiste. E por aqui o Ministro MANTEIGA continuaa a mentir diante da televisão, dizendo que o BRASIL irá crescer 4%. Lá no oriente médio ISRAEL matou o líder do HAMÁS, o ódio já é sécular e agora mais um pretexto para a 3 grande guerra mundial...este simples blogueiro já está antecipando o futuro...não tenho a pretensão de gerar pânico, apenas de avisar. Todas as GRANDES CIVILIZAÇÕES já avisaram, até mesmo o grande NOSTRADAMUS já previu. Estamos vivendo os últimos dias, terremetos, furacões acontecendo por todo o planeta. Enquando nesse CAOS, os nossos POLITICOS insistem em continuar nos roubando, pensando somente neles. E quando dizemos uma verdade dessas tem uns IDIOTAS que riem da nossa cara, como se eles conhecessem e fossem os mais SÁBIOS, se baseiam na universidade que cursaram, se baseiam no curso que fizeram, desconhecem TOTALMENTE o lado espiritual, dizem que estudam, mas não lêem, dizem que são isso e que são aquilo, se apegam as vaidades, discutem e são geradores de ruídos, geradores de discórdia, são plantadores de JOIOS disfarçados, enquanto uns poucos plantam TRIGO. É amigos desse blog estamos vivendo os últimos dias, seria o fim do ESTADO???a maioria dos nossos irmãos da EUROPA E E.U.A não confiam nos seus respectivos govêrnos, e nós BRASILEIROS, vamos acreditar no nosso MINISTRO MANTEIGA??? deixo para uma reflexão abaixo: O ESTATISMO É UM SISTEMA DE VIOLÊNCIA INSTITUCIONLIZADA E DE GUERRA CIVIL PERPÉTUA. NÃO RESTA AO HOMEM NENHUMA ALTERNATIVA, SENÃO A LUTA PELO PODER - ROUBAR OU SER ROUBADO, MATAR OU SER MORTO. QUANDO A FORÇA BRUTA É O UNICO CRIITÉRIO DE CONDUTA SOCIAL, E A RENDIÇÃO À DESTRUIÇÃO É A UNICA ALTERNATIVA, ATÉ MESMO O ÚLTIMO DOS HOMENS, ATÉ MESMO UM ANIMAL IRÁ LUTAR. NÃO PODE HAVER PAZ EM UMA NAÇÃO ESCRAVIZADA POR UNS POUCOS. (POLITICOS E ASSECLAS). Ayn Rand.

domingo, 11 de novembro de 2012

Detran, Cobra taxa INDEVIDA com aval daquela casa da CORRUPÇÃO, Assembléia Legislativa do Pará.

O Detran/Pa está cobrando indevidamente uma taxa de R$ 200,00, a titulo de registro de financiamentos de veiculos, inclusive motos. A invencionice nasceu de uma portaria da direção do órgão, assumindo funções privativas da chefia do executivo e com o aval da Assembléia Legislativa, ferindo, além de fundamento constitucional, o meu o seu, o nosso bolso. Contudo, como em outros Estados do País, a cobrança terá ILEGALIDADE DECRETADA, pela justiça e quem já pagou terá que ser ressarcido da tunga DESCARADA. Alíás, recente incidente envolvendo fiscais de transito e veiculos oficiais do judiciário do Pará levantou o véu que encobria a real competência de agentes de trânsito nos termos da legislação pertinente. O que se diz é que NÃO LHES ASSISTE PODER DE POLICIA, em razão do que NÃO PODEM APREENDER, NEM REBOCAR VEICULOS. Compete-lhes, isto sim, tão somente a AUTUAÇÃO e a posterior NOTIFICAÇÃO das MULTAS e PENALIDADES a que proprietários e condutores estejam eventualmente sujeitos e NADA MAIS.

sábado, 10 de novembro de 2012

O "gerador" de ruídos do STF.

Pois é… O ministro Marco Aurélio Mello voltou a se referir a assuntos que estão em pauta no Supremo em termos absolutamente impróprios. O pior de tudo é que parte do que diz é só o óbvio, mas carrega nas tintas vocabulares. Por que o faz? Não tenho elementos para considerá-lo um sabotador. Eu o tenho na conta de um homem independente. Disse palavras muito duras contra o mensalão e a prática de alguns acusados. E não foi propriamente um laxista nos seus votos. Parece, no entanto, que a sua relação tensa com Joaquim Barbosa contamina demais seu juízo. Abaixo, reproduzo em vermelho um texto de Daniel Roncaglia, da Folha. Comento em azul. * O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Melo voltou nesta sexta-feira (9) a criticar o colega Joaquim Barbosa, relator do mensalão, e disse que os ministros não são “vaquinhas de presépio para só dizer amém”. É claro que não são! E ninguém está dizendo “amém”. O próprio Marco Aurélio já concordou com e já discordou do relator. Teria sido “vaquinha de presépio” num caso e “vaquinha desgarrada” noutro? A metáfora é imprópria para alguém da sua estatura e que ocupa o seu cargo. A crítica pública ao trabalho do colega — e não é a primeira vez! — é um despropósito. No próximo dia 18, o presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, completa 70 anos e terá de se aposentar compulsoriamente. Com isso, Barbosa vai assumir a presidência e acumular a relatoria do processo do mensalão no final do julgamento. “Deus queira que ele entenda que o presidente coordena, e não enfia goela abaixo o quer que seja. Nós somos iguais, nos completamos mutuamente. A divergência é própria do regime democrático. Não estamos ali para o relator colocar a matéria e sermos vaquinhas de presépio para dizer amém”, afirmou Marco Aurélio, em evento na AGU (Advocacia-Geral da União) que acontece em São Paulo. O ministro ainda ironizou a situação pela qual o Supremo vai passar. “De tédio não morremos.” Pois é… O ministro estava em evento oficial. A fala se torna ainda mais descabida. Talvez ele não se dê conta de que coisas assim desprestigiam a própria instituição — justo ele, que gosta de se mostrar tão zeloso com as leis, tão seguidor de suas garantias, de espírito tão livre. Se, no topo do Judiciário, permitem-se esse tipo de ataque e essa linguagem, passa-se um mau exemplo para toda a rede do direito. E não! Não estou dizendo aqui que Barbosa sempre se comporta bem! Já censurei em texto e nos programas da VEJA.com reações suas. Mas lhe reconheço um diferencial positivo nesse caso: em todas as vezes em que falou demais ou que passou da medida, ele, ao menos, estava no tribunal. É mais leal. O alvo do seu rompante está, ao menos, presente. O que deveria fazer agora o futuro presidente do Supremo? Responder a Marco Aurélio também pela imprensa, numa escalada de palavras e comportamentos impróprios? Marco Aurélio tem exemplo de alguma outra democracia em que isso se verifique? Marco Aurélio criticou o tempo levado para julgar o caso, dizendo que o STF virou um “tribunal de processo único”, e disse que, se a ação tivesse sido desmembrada, o julgamento já teria terminado. “Sou um homem otimista por educação e também por atividade. Mas, creio que o veredito final só virá em 2013.” Epa! Quando o advogado Márcio Thomaz Bastos levou, de novo!, essa questão, já então votada e vencida, para o tribunal, no primeiro dia do julgamento do mensalão, os 11 ministros tiveram a chance de se manifestar. Só Lewandowski e o próprio Marco Aurélio votaram a favor do desmembramento. Perderam. Não cumpre ficar revisitando eternamente uma questão superada. Que história é essa de que “o julgamento já teria terminado em caso de desmembramento”? Uma vez que seriam vários processos, qual já teria chegado ao fim? Marco Aurélio está brincando? Teria terminado, certamente, o julgamento dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP), os únicos réus que conservavam prerrogativa de foro. Os outros teriam sido enviados para primeira instância da Justiça Comum. Notem: a “Ação 470”, do Supremo, não é a única sobre o mensalão. As outras, ministro, por acaso, avançaram? Ora… Sobre a decisão de Barbosa de recolher os passaportes dos réus condenados, Marco Aurélio lembrou que as defesas poderão recorrer dela. “É uma matéria em aberto. Foi uma decisão do relator e não do colegiado. Vou me reservar a um pronunciamento sobre a medida tida acauteladora se provocado por um dos acusados mediante um recurso cabível contra a decisão que é o agravo regimental”, afirmou o ministro. Questionado se tomaria a mesma medida se fosse relator, o ministro disse apenas: “cada cabeça é uma sentença” Marco Aurélio fala como se Barbosa não tivesse competência legal para decidir sozinho. E tem! Poderia ter submetido a questão ao plenário se quisesse. Mas seria mera licença sua. A decisão é da sua alçada. Assim, a menos que as palavras tenham sentido diverso daquele que registra o dicionário, a questão “NÃO está em aberto”, não! Está decidida. A menos que… Acho que Marco Aurélio sabe que todo mundo percebeu que ele está, na prática, fazendo uma sugestão aos advogados dos réus, apontando um caminho, para que o plenário se posicione a respeito. Não dá, ministro! É preciso ter um pouco mais de prudência nessas coisas. Em julho de 2000, por exemplo, o ministro concedeu um habeas corpus a Salvatore Cacciola. O homem fugiu do Brasil. Foi preso em Mônaco em 2007. Mello foi satanizado. Estive entre aqueles que entenderam que o ministro fez o que lhe parecia consoante com a lei — outras cabeças, como ele mesmo diz, teriam outra sentença. Não vi nenhum ministro do Supremo na imprensa a tecer especulações sobre a sua decisão — e teria sido mesmo descabido. Marco Aurélio está em rota de colisão com alguns colegas em razão de algumas questões. Uma delas diz respeito à chamada “continuidade delitiva”. Ele entende que alguns crimes atribuídos a Marcos Valério, por exemplo, não são independentes, estão interligados e tal. Não entro nesse mérito agora (embora vá voltar ainda ao assunto). Pois ele dispõe de tempo e de retórica para tentar convencer os seus pares no ambiente do tribunal. É um despropósito que desprestigie, da forma como faz, o trabalho de um colega. Há uma diferença entre a independência e a imprudência. Digamos que Barbosa decida responder — ESPERO QUE NÃO O FAÇA!!! O que se terá então? Dois ministros do Supremo Tribunal se atacando da Corte? A quem interessa, ministro Marco Aurélio? Advogados podem bater boca. Jornalistas podem bater boca. Lavadeiras (quando as havia) podem bater boca. Bêbados, no boteco, podem bater boca. Até réus podem bater boca. Ministros do Supremo não podem. Sem contar que Marco Aurélio cria um ruído talvez irrelevante para ele, mas relevante para o país, já que ele é um dos 11 brasileiros que simbolizam um Poder da República: parece ter entrado na onda de linchamento de Joaquim Barbosa, liderada por José Dirceu, o ex-deputado cassado por corrupção na Câmara e condenado, no Supremo, por corrupção ativa e formação de quadrilha. É o tipo de aliança objetiva que se deve repudiar, especialmente quando ela se estabelece porque o ministro foi além do que seria aceitável. Ele defensa, nos limites do seu entendimento da lei, o que achar melhor em plenário. É uma prerrogativa sua! Fora de lá, não! Existe decoro para um ministro do Supremo mesmo quando ele está sem a toga. Até porque aquele pano presto é só um simbolismo. As responsabilidades que ele encerra certamente pesam muito mais. A sua independência faz bem ao país, ministro Marco Aurélio. A sua incontinência verbal faz muito mal

Ovo da Serpente entrega passaporte a Justiça.

Condenado no julgamento do mensalão, petista está proibido de deixar o país. Prazo para os réus entregarem documento à corte deve se encerrar na terça Gabriel Castro O ex-ministro José Dirceu, votou na tarde de hoje (07), em São Paulo ( Marcio Fernandes/AE) O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu entregou nesta sexta-feira o seu passaporte ao Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no julgamento do mensalão, o petista antecipou-se ao prazo estabelecido pela corte para a entrega do documento, conforme revelou o Radar on-line. O Diário da Justiça publicou nesta sexta-feira a decisão do ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão, determinando a apreensão dos passaportes dos 25 condenados pelo tribunal. Os réus devem ser notificados na segunda-feira. A partir de então, o prazo para a entrega do documento será de 24 horas. Além de Dirceu, outros réus se anteciparam à notificação e abriram mão do passaporte: Henrique Pizzolato (ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil), João Cláudio Genu (ex-assessor do PP), Pedro Corrêa (ex-deputado federal) e Rogério Tolentino, (advogado e sócio do publciitário Marcos Valério). A determinação de Joaquim Barbosa atende a um pedido da Procuradoria Geral da República, e também resultou na inclusão do nome dos 25 réus na lista que a Polícia Federal mantém com dados de pessoas impedidas de deixar o país. O Ministério Público Federal tenta evitar que os condenados fujam do Brasil enquanto o STF não encerra o julgamento. A corte ainda precisa definir a sentença dos réus e analisar eventuais embargos apresentados pelos advogados do mensaleiros

Dilma deveria focar nos BANDIDOS do primeiro escalão do seu govêrno...

A uma velocidade de 70 piscadas por minuto ─ quem não está mentindo se mantém na média de 10 a 15 ─, o ex-jornalista Rui Falcão liberou a população de São Paulo para circular pelas ruas sem sobressaltos e dormir em paz. Como a presidente da República e o ministro da Justiça celebraram uma parceria com o governador em apuros, avisou o dirigente do PT, a onda de violência que assusta os paulistanos há algumas semanas está com os dias contados. O PCC só andou matando policiais e a PM andou matando bandidos ─ além de civis inocentes, registrou o campeão mundial de piscadas por minuto ─ porque os xerifes tucanos demoraram demais para chamar o delegado federal. Na discurseira, Falcão ensinou que se o Palácio dos Bandeirantes abrigasse não Geraldo Alckmin, mas um militante do PT, o companheiro no poder pediria socorro a Dilma Rousseff assim que ouvisse um disparo. A chefe acionaria por telefone José Eduardo Cardozo, que entraria imediatamente em ação para deixar claro que com o PT ninguém pode. Se lembrasse que foi eleito pela oposição, Alckmin poderia desmontar com três ou quatro constatações o palavrório cafajeste. Para começo de conversa, ressalvaria que o PCC talvez fosse desbancado do ranking das maiores organizações criminosas se a lista incluísse quadrilhas com representação no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Depois, recomendaria à presidente que cuidasse de vigiar as fronteiras, suprir as carências da Polícia Federal e reduzir a criminalidade no primeiro escalão. Em menos de dois anos de governo, deveria sublinhar o alvo de Rui Falcão, Dilma foi obrigada a livrar-se de sete ministros envolvidos em assaltos a cofres públicos. Caso esteja efetivamente interessada em combater a bandidagem, a presidente deve antecipar-se a denúncias da imprensa e demitir mais quatro prontuários ainda infiltrados na equipe ministerial. E não custa nada aconselhar o padrinho a parar de aparecer em fotografias confraternizando com delinquentes procurados pela Interpol. Se fosse oposicionista, enfim, o governador tucano recordaria que, a cada quatro anos, o PT não lança candidatos ao governo paulista; lança ameaças. Em 2002, por exemplo, ao vencer José Genoino, Alckmin impediu que São Paulo caísse nas mãos de um mensaleiro condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha. Repetiu o bom trabalho consumado por Mário Covas em 1994, quando impediu que José Dirceu fizesse no Palácio dos Bandeirantes o que fez na Casa Civil. A lista de candidatos de alta periculosidade mistura condenados à cadeia e condenados ao naufrágio administrativo. Nessa segunda categoria o destaque é Aloizio Mercadante, que colocou os paulistas em perigo nas eleições de 2006 e 2010. Segundo o PT, Alckmin não controla o PCC nem a polícia. Pelo menos tem tentado. Caso Mercadante fosse o vitorioso, o gabinete do governador estaria provavelmente deserto. Antes que terminasse o primeiro tiroteio, o Herói da Rendição teria batido em retirada

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Processo contra o Pai do Mensalão.

Processo contra o PAI DO MENSALÃO.

A ação civil nº 0007807-08.2011.4.01.3400, movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Amir Lando (Previdência), está em fase de conclusão no gabinete do juiz Paulo César Lopes, da 13ª Vara Federal do Tribunal Regional Federal em Brasília. O processo foi protocolado em janeiro de 2011, mas chegou ao magistrado somente no fim de setembro. Conforme apurou o IG, Lopes não repassou o processo de 158 folhas para pré-análise de sua equipe, como é de praxe. Ele pegou o processo para si. O juiz está fazendo a leitura das provas apresentadas pelo MPF para decidir se pedirá o bloqueio de bens de Lula e de Lando. A ação cobra R$ 9,526 milhões em restituição aos cofres públicos por improbidade administrativa no primeiro governo Lula. O processo refere-se a uma possível irregularidade da Previdência com o Banco BMG, também acusado de ser o braço financeiro do mensalão. A instituição financeira é acusada de enviar, em 2004, cartas com informações sobre o sistema de crédito consignado do governo federal a milhares de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O banco teria tido acesso à lista com nomes e endereços dos beneficiários e a remessa teria sido feita com dinheiro público. Foi nesse período que Lula assinou o decreto 5.180, autorizando os bancos a entrarem no mercado de crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS. O BMG foi o primeiro banco a conseguir autorização para prospectar esse mercado. No mesmo ano, a carteira de consignado foi vendida para Caixa Econômica Federal por R$ 1 bilhão

Consciência chinesa.

Na abertura do Congresso do Partido Comunista, nesta quinta-feira, o presidente da China Hu Jintao ressaltou a necessidade urgente do partido lutar contra a corrupção interna sob a hipótese de um eventual fracasso causar "a queda do estado".
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Perante os mais de dois mil delegados do PC reunidos no encontro, Hu qualificou a corrupção de "sério desafio" e declarou: "Se falharmos no tratamento desta questão, pode ser fatal para o partido, pode até mesmo causar o colapso do partido e a queda do estado".
A afirmação do também secretário-greal do Partido Comunista chinês foi feita após o surgimento de vários casos e denúncias de dirigentes corruptos nos últimos meses. O escândalo de maior repercussão envolveu um dos antigos "príncipes" do regime comunista, Bo Xilai, mas até mesmo o primeiro-ministro Wen Jiabao teve que se defender de acusações de desvio de dinheiro, após a publicação de uma reportagem no jornal americano The New York Times no final de outubro.
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Hu ainda fez uma advertência dura aos corruptos: 'Ninguém está autorizado a colocar-se acima da organização do partido", afirmou, acrescentando que "todos os que violarem a disciplina do partido e as leis estatais, não importa quem sejam ou a posição que tenham, deverão ser levados à Justiça sem piedade".
Resposta – A tentativa da cúpula do regime de mostrar-se implacável com a corrupção teve um de seus grandes exemplos no caso Bo Xilai, ex-homem forte de Chongqing, uma metrópole de 30 milhões de habitantes do sudoeste da China. Acusado de corrupção, abuso de poder e relações "inapropriadas" com mulheres, ele foi expulso do partido, perdeu os cargos que ocupava, entre eles o de deputado, e com isso a imunidade parlamentar. Agora, Bo deve ser processado criminalmente.
Além disso, a esposa de Bo Xilai, Gu Kailai, foi condenada à pena de morte com sursis – suspensão condicional da pena e que neste caso equivale à prisão perpétua – em agosto pelo assassinato do empresário britânico Neil Heywood. Já Wang Lijun, chefe de polícia de Chongqing e braço direito de Bo Xilai, envolvido no caso, foi condenado a 15 anos de prisão por ter solicitado asilo político no consulado americano de Chengdu.
Outro caso de corrupção que explodiu este ano envolveu o ex-ministro das Ferrovias, Liu Zhijun, recentemente expulso do partido por ter aceitado suborno no curso da multimilionária construção da rede de alta velocidade chinesa. Já o primeiro-ministro Wen Jiabao, acusado de ter enriquecido graças à sua posição, tomou a iniciativa de pedir ao Partido Comunista que investigue o seu patrimônio.
Transição – O 18º Congresso do Partido Comunista da China, no qual será definida a nova cúpula do governo que comandará o país para a próxima década, se encerrará em 14 de novembro. No encontro, será nomeado secretário-geral do partido o atual vice-presidente, Xi Jinping, que nos próximos meses assumirá a chefia do estado.
Wang Zhao/AFP
Delegados do Partido Comunista chinês iniciam o 18º Congresso no Grande Salão do Povo, em Pequim
Delegados do Partido Comunista chinês iniciam o 18º Congresso no Grande Salão do Povo, em Pequim

comentário: enquanto na China os governantes tem consciência sobre o estrago que a corrupção causa, até mesmo a implosão de um Estado, aqui no Brasil eles dizem que escorre pelo ralo da corrupção 84,5 bilhões, me engana que eu gosto, só as receitas da união chegam a 1 trilhão de reais, sem se falar nos impostos dos municipios e Estados...calcule você mesmo o estrago na corrupção, coloque por baixo 30% e você verá que esse número de 84,5 bilhões é fichinha, este indice é somente pra colocar o Brasil no ranking da corrupção, mas que se forem apurar a fundo em uma auditoria externa e séria, colocaria o Páis com certeza em primeiro lugar no mundo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Por que o Brasil tá mais violento???Por que D DILMA cortou 21% de investimento na segurança.

Até parece brincadeira, mas o fato é que é verdade. O governo federal, deste buliçoso José Eduardo Cardozo, que andou enfiando o dedo na cara do governo de São Paulo para dar lições sobre o que ignora, cortou investimento em segurança pública entre 2010 e 2011. E não foi pouca coisa, não! Escandalosos 21%. Por que chamo o corte de “escandaloso”? Porque a violência segue sendo um grave problema no país.
Os dados foram divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança. Outra informação chamou atenção: SÃO PAULO É O ESTADO COM O MENOR ÍNDICE DE HOMICÍDIOS DO PAÍS: 10,1 por 100 mil habitantes. É isto mesmo: MENOR ÍNDICE. No entanto, a se julgar pelo noticiário de TV e da própria imprensa paulistana, parece ter o pior. Tem-se, sim, um surto de violência, comandado pelo partido leninista do crime, mas não perda de controle sobre a área de segurança.
Cardozo andou se orgulhando esses dias do convênio do governo federal com Alagoas: no estado, revela o fórum, há 74,5 mortos por 100 mil habitantes — crescimento de quase 10% em relação ao ano anterior (2010).
Anotem aí: esses dados não merecerão destaque do jornalismo companheiro — e eu coloco nesse grupo setores que antes eram chamados de “grande imprensa”. Também não irão para a TV. Se São Paulo tivesse piorado no ranking, seria manchete. Se o governo federal tivesse aumentado o desembolso na área, seria tratado como um salvador da pátria.
Assim são os fatos. Leiam texto de O Globo.
Por Guilherme Voitch, no Globo:
Entre 2010 e 2011, o governo federal reduziu o investimento em segurança pública em 21%. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta terça-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança.
No mesmo período, 20 estados da Federação mais o Distrito Federal aumentaram o investimento na área. O estado que mais investiu foi justamente São Paulo, que, neste ano vive uma onda de violência com uma série de assassinatos em série. São Paulo aumentou o orçamento na área em 63%. Mato Grosso do Sul e Bahia também são destaques por ter ampliado seus gastos em segurança em 37% e 30,8%. O Rio aumentou em 16%. Na contramão, Piauí e Rio Grande do Sul diminuíram os gastos em 17% e 28%.
Nesta terça-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reuniu-se com o secretário de segurança de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, para tratar da cooperação entre os governo federal e estadual no combate ao crime em São Paulo.
O estudo também trouxe dados sobre homicídios. Alagoas continua sendo o estado com o maior número de homicídios no país, com 74,5 mortes em 100 mil habitantes. O número é 9,3% superior ao do ano anterior. São Paulo permanecia como o estado com menor taxa, com 10,1 mortes por 100 mil habitantes. Segundo Renato Sérgio de Lima, coordenador do estudo, o estado vive uma “crise” em 2012. “São Paulo vive uma crise recorrente, como viveu em 2006, como o Rio já viveu e como Minas vive. Minas teve um recrudescimento da violência depois de ser um exemplo no combate aos homicídios.”
Por Reinaldo Azevedo

O sem vegonha do STF.

Ricardo Lewandowski, o revisor, tem um modo de pensar realmente muito peculiar. E adota critérios para estabelecer a pena dos réus também singulares. Vamos ver.
Entre outros crimes, Ramon Hollerbach foi condenado por 10 atos de corrupção na relação com os parlamentares. Isto mesmo: só nesse caso, ele reiterou 10 vezes no crime, o que foi reconhecido pelo próprio tribunal.
A corrupção ativa prevê uma pena de 2 a 10 anos de prisão — no caso de haver continuidade delitiva, a pena pode ser acrescida de um sexto a dois terços.
Muito bem! Para Lewandowski, corromper um parlamentar merece pena mínima: dois anos! Incidir 10 vezes no mesmo crime — DEZ! — é causa de aumento de pena. De quanto? Ora, o aumento mínimo: de apenas um sexto!
Ao optar pela pena mínima como base, evocou testemunhos de pessoas que conviveram com Ramon Hollerbach — que não estão nos autos —, segundo os quais ele é um homem honrado. Curiosamente, são pessoas ligadas à área de publicidade, ramo de atividade do condenado.
Houve uma nova altercação com Barbosa, que perguntou:
— Vossa Excelência acha que corromper um parlamentar é igual a corromper um guarda?
Nervoso, Lewandowski afirmou que a corrupção de um guarda ou de um parlamentar são igualmente graves etc e tal. Entendo! Porque são igualmente graves, ele estabelece a… pena mínima! Entenderam o critério?
Espantoso!No caso da continuidade delitiva, que causa a elevação da pena, Lewandowski expôs os seus critérios. Ele aumenta a pena em um sexto para quem reiterou no crime até… 15 vezes! Majora em um quatro quando o criminoso insiste no crime de 16 a 25 vezes! E aumenta em um terço quando mais de… 25 vezes!!!
Critério alopradoNão é o único critério, data vênia, aloprado de Lewandowski. Ao expor seus critérios lassos, ele lembra que, na sua dosimetria particular, Valério já seria condenado a mais de 24 anos. E daí? Qual é a tese de Lewandowski? O publicitário só está tendo essa pena elevada porque cometeu vários crimes. Foi uma escolha sua? Incidir, agora, em várias ações criminosas distintas deve ser um fator que amolece o coração do juiz?
Qual é a tese do ministro? Para definir a pena de cada crime, deve-se fazer antes uma conta de chegada? O juiz tem de botar a mão no queixo, olhar para o vazio, definir uma pena e, depois, ir adequando as penas?
Lewandowski comentou o risco de suas opiniões não serem devidamente compreendidas pela sociedade. Ele pode ficar tranquilo. Todo mundo que acompanha o caso está compreendendo tudo.
Por Reinaldo Azevedo

Na fogueira das vaidades, havia um MENSALÃO no meio do caminho.

Havia um mensalão no meio do caminho imaginado pelos sete risonhos companheiros


As anotações manuscritas no verso não identificam o autor nem informam a data da foto que documenta o iminente início de uma reunião na Casa Civil da Presidência da República, no quarto andar do Palácio do Planalto. Apenas registram que a imagem foi congelada no primeiro semestre de 2003, pouco depois da chegada ao coração do poder dos sete risonhos companheiros sentados à mesa.
Na cabeceira, José Dirceu, chefe da Casa Civil, é o mais velho do grupo ─ e nem completou 60 anos. Tem ainda 57 e o sorriso de quem só precisa esperar mais oito para instalar-se no gabinete presidencial. É o superministro que comanda simultaneamente as articulações políticas e as ações administrativas. É o líder do núcleo duro, o capitão do time de Lula. O Sucessor.
À direita de Dirceu, o deputado federal Nelson Pelegrino tem 42 anos e o sorriso de quem está convencido de que vai vencer a próxima eleição para a prefeitura de Salvador. Fracassara em 1996 e 2000, mas conseguira em 2002 uma vaga na Câmara e é um dos vice-líderes da bancada do PT.
À esquerda do anfitrião, o senador Aloizio Mercadante tem 49 anos e o sorriso de quem acha que valeu a pena sacrificar-se pelo partido. Em 1994, o deputado federal paulista trocara uma reeleição sem sobressaltos pela candidatura a vice-presidente na chapa de Lula. Fora recompensado em 2002 com a vaga no Senado. Líder da bancada do PT, sonha com o Palácio dos Bandeirantes.
No meio da mesa, o deputado federal João Paulo Cunha tem 45 anos e o sorriso do ex-metalúrgico de Osasco que virou presidente da Câmara. Sentado à sua frente, Tião Viana, vice-presidente do Senado, tem 42 anos e o sorriso de quem foi escolhido pelo destino para conferir dimensões nacionais aos domínios da família que governa o Acre.
Em primeiro plano, completam a mesa José Genoino e Delúbio Soares. O companheiro cearense tem 57 anos e o sorriso de quem fora consolado pela derrota na disputa do governo paulista com a presidência do PT. O companheiro goiano tem 48 anos e o sorriso de quem desde 2000, quando se tornara tesoureiro nacional do partido, é chamado por Lula de “nosso Delúbio”.
Nesta primavera de 2012, a imagem parece velha de muitos séculos. Em menos de 10 anos, José Dirceu, por exemplo, perdeu a chefia da Casa Civil, perdeu o mandato de deputado e, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção ativa e formação de quadrilha, está prestes a perder a liberdade.
Nelson Pelegrino convalesce do quarto fiasco como candidato a prefeito. Aloizio Mercadante lambe no Ministério da Educação as feridas abertas por duas derrotas consecutivas na disputa do governo de São Paulo. Condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, o mensaleiro João Paulo Cunha perdeu a chance de candidatar-se a prefeito de Osasco. No momento, luta para preservar o mandato e escapar da cadeia.
Tião Viana é o único do grupo que pode sorrir, mas só em casa ou no gabinete de governador do Acre. Em público, ele é obrigado a caprichar na cara de velório recomendada aos Altos Companheiros pelo julgamento do mensalão. José Genoino perdeu a presidência do PT, perdeu a vaga na Câmara e foi condenado pelo STF por corrupção passiva e formação de quadrilha.
Antes de ser enquadrado nesses mesmos crimes, Delúbio Soares perdeu o cargo de tesoureiro do PT, perdeu a carteirinha de militante e, readmitido no ano passado, está ameaçado de só conviver com os amigos no pátio do presídio. Ele achava que as bandalheiras descobertas em 2005 dariam uma boa piada de salão. Deram cadeia.
No dia em que a foto foi feita, os sete sorrisos já podiam enxergar nitidamente um mensalão no meio do caminho. O brilho do poder ofusca a vista

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

LADRÃO já condenado quer assumir cargo público.

Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha pelo Supremo Tribunal Federal, além de enquadrado por falsidade ideológica pela Justiça Federal de Minas Gerais, José Genoino foi assaltado por um surto de sensatez e, surdo aos apelos da presidente Dilma Rousseff, manteve a decisão de demitir-se do cargo de “Assessor Especial do Ministério da Defesa”. Neste domingo, animado com a derrota imposta a meia dúzia de jornalistas pela tropa de jagunços que o escoltou até a seção eleitoral, retomou a rotina da insanidade. E quer esperar no Congresso a fixação do tempo em que dormirá na cadeia.
Rebaixado a suplente pela eleição de 2010, o companheiro que presidia o PT quando o escândalo foi descoberto agora reivindica a vaga aberta na Câmara pela saída de Carlinhos Almeida, eleito prefeito de São José dos Campos .”O Genoino é o suplente e vai assumir sem problema nenhum”, endossa Rui Falcão, presidente do PT. “Genoino precisa recuperar a sua cidadania política”, avaliza o deputado paulista Paulo Teixeira, feliz com o regresso iminente do parceiro que manteve um gabinete por lá entre 1982 e 2002.
Derrotado por Geraldo Alckmin na disputa pelo governo paulista, ele teria reincidido em 2006 se a repercussão da roubalheira descoberta um ano antes não o aconselhasse a conformar-se com mais uma temporada no Legislativo. Eleito com menos de 100 mil votos, não foi além da suplência quatro anos mais tarde. Sonhava com um desempenho menos pífio na próxima quando foi atropelado pelo Código Penal.
Na Mansão dos Horrores, o deputado Genoino vai sentir-se em casa. Primeiro, porque conhece todo mundo. Segundo, porque na Câmara da Era Lula folha corrida vale muito mais que currículo, e o prontuário do companheiro condenado é bem mais impressionante que a biografia. Desde que foi condenado, por exemplo, ele recita que a Corte Suprema do Brasil democrático tem obrigação de inocentá-lo por ter lutado nos cafundós do Araguaia pela implantação da ditadura comunista. Esse argumento só recomenda uma internação no hospício.
Bem mais convincentes são as anotações na capivara. Um quadrilheiro corrupto não é um deputado qualquer. Merece esperar a chegada do camburão na presidência da Câmara.
comentário: é pra rir ou pra chorar????somente no Páis do faz de conta chamado BRASIL acontece isso...em uma palavra: VERGONHA.

O que há por trás da matança de policiais em SP.

A guerra velada que estourou entre policiais e criminosos nas últimas semanas em São Paulo tem origem em duas mudanças. A primeira foi a troca de comando na Secretaria de Segurança Pública paulista, em março de 2009. Ao assumir a pasta, o ex-promotor de Justiça e ex-oficial da Polícia Militar Antonio Ferreira Pinto fez uma faxina na cúpula da Polícia Civil, então às voltas com escândalos de corrupção, e definiu o combate ao crime organizado como uma de suas prioridades. Para isso, integrou os vários departamentos de inteligência - o da polícia Civil, o da Militar e o da Secretaria de Administração Penitenciária, que monitora os presos - e elegeu a Rota como a tropa que o ajudaria a efetivar seu plano. Grupo de elite da PM paulista, a Rota não tem uma região de atuação específica - então, pode ser acionada para agir em determinado crime ou para executar operações previamente planejadas. Sua primeira operação sob o comando de Ferreira Pinto, em abril de 2009, resultou na prisão de dezoito bandidos da facção criminosa PCC. Assim como a escolha de Ferreira Pinto para o comando da secretaria, a união de esforços entre as polícias foi uma mudança positiva - aumentou a eficiência da repressão ao crime em geral e às ações do PCC em particular. Mas cobrou o seu preço Da parte da Rota, houve comprovados abusos, como na operação feita em maio deste ano em uma favela na Zona Leste de São Paulo. Nela, um criminoso do PCC, já rendido, foi executado às margens da Rodovia Ayrton Senna, conforme investigação da polícia (os policiais acusados pelo crime estão presos). O episódio serviu de pretexto para que lideranças menores do PCC ordenassem a matança de policiais. "Se for executado um (integrante do bando) será executado 2 policial (sic)", dizia um dos bilhetes vindos de criminosos que passaram a circular em favelas da Zona Sul de São Paulo. Numa delas, a de Paraisópolis, a polícia encontrou na semana passada um conjunto de papéis supostamente pertencentes ao PCC. Eles incluíam uma lista com o nome e a rotina de quarenta policiais, prováveis alvos do bando.
Até agora, as investigações apontam que os maiores líderes do PCC, como o detento Marcos Willians Camacho, o Marcola, não têm envolvimento nos crimes. Há tempos a facção criminosa deixou em segundo plano a prática de extorquir presos para se dedicar à muito mais lucrativa atividade do tráfico de drogas. Marcola e companhia sabem que o tumulto prejudica os negócios. E reside aí a certeza de especialistas de que a onda de assassinatos de policiais está prestes a ceder. O PCC visa ao lucro. A guerra traz prejuízo. Sendo assim, em breve seus líderes deverão ordenar um recuo. A polícia, mesmo tendo perdido 88 dos seus desde o início do ano, não fará o mesmo.

Valério é a bola da vez, depois do CELSO DANIEL.

Quando VEJA publicou as conversas que Marcos Valério mantinha com pessoas que lhe são próximas, já estava lá o medo de ser assassinado. É evidente que sua vida vale cada vez menos. Independentemente do crédito que se dê às novas revelações que ele fez ao Ministério Púbico, é preciso garantir a sua proteção.
Todo mundo que estudou o processo dá como certo que os valores conhecidos do mensalão são apenas uma parte pequena do esquema. Aliás, essa é também a convicção do delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha, que investigou o escândalo.
Celso Daniel, cujo assassinato foi citado por Valério na conversa com o MP, é um exemplo bastante eloquente.
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ITÁLIA copia lei da ficha limpa do BRASIL.

Depois de muita controvérsia, o parlamento italiano aprovou nesta quarta-feira (31) uma lei que prevê que condenados por máfia ou crime de corrupção não possam se candidatar a cargos públicos.
Na Itália, a corrupção custa caro aos cofres do estado: 60 bilhões de euros por ano, segundo o Ministério da Justiça. Se diminuísse pela metade o prejuízo, o salário dos funcionários públicos poderia subir 4%, e algumas categorias de empresa poderiam crescer 20%.
Estimativas do Banco Mundial alertam que o investidor estrangeiro que quer entrar na Itália precisa pagar uma taxa "por fora" de 20%, o que desencoraja os investimentos. No dossiê anual global Corruption Barometer, da agência Transparência Internacional, que relaciona os países mais corretos do mundo, a Itália ocupa o 69º lugar entre 180. Muito perto do Brasil, que está na posição 73.
Nova Zelândia e Dinamarca são os mais honestos, e Somália e Coreia do Norte, os menos. De acordo com um dossiê da Liga do Ambiente, 12% da população italiana receberam, no ano passado, uma proposta de propina. A média europeia é de 8%.
Na opinião de estudiosos, a corrupção de hoje supera até a do Império Romano. Na Antiguidade, enquanto a política ficava dentro dos palácios, os corruptores estavam do lado de fora, pedindo favores. Em troca, ofereciam produtos agrícolas e de fabricação caseira.

A cesta de ovos é uma imagem que entrou para a história da Roma antiga, como símbolo de prevaricação. O cliente, palavra que nasceu aqui, buscava votos em troca de proteção. Criou-se o conceito de clientelismo, que ainda sobrevive. Hoje, a corrupção está dentro dos palácios, na base da política. Os corruptores assumiram os cargos públicos e alargaram o sistema de favoritismos.
Com a lei, funcionários públicos serão impedidos de pedir ou receber presentes. Cursos de ética e legalidade serão implantados e as obras e concorrências públicas deverão ir para um banco de dados online, aberto aos cidadãos.
A lei anticorrupção, no entanto, não está agradando a todos. A compra de votos só será crime se for feita com dinheiro. Favores em troca de voto, como a cesta de ovos da Roma antiga, continuarão impunes

comentário: Talvez na ITÁLIA a LEI funcione, por aqui em terras BRAZUCAS é somente pra INGLÊS ver e somente pune o time de quarto escalão...os grandes TUBARÕES, donos de REDES DE TELEVISÃO, de PALÁCIOS, de ILHAS e FAZENDAS CONTINENTES, estão rindo à toa, e tem motivos de sobra pra isso. FALTA VERGONHA NA CARA DO BRASILEIRO!!!VAMOS PAGAR MAIS IMPOSTOS, VAMOS ARRECADAR MAIS DINHEIRO PRA ELES SE DIVIDIREM, E MONTAREM SUAS EMPRESAS de ENGENHARIA, DE ÔNIBUS e por aí vai.
TCM, TCE E TCU SOMENTE SÃO CABIDES DE EMPREGOS PAGOS COM DINHEIRO DO CONTRIBUINTE...NÃO FISCALIZAM, NÃO FAZEM AUDITORIA, NÃO FAZEM NADA!!!

Marco Valério não vai afundar sozinho!!!

Após enviar fax ao STF prometendo novas informações sobre o mensalão, o operador do esquema falou ao Ministério Público; e pediu proteção à Justiça, segundo jornal

NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo
NO INFERNO - O empresário Marcos Valério, na porta da escola do filho, em Belo Horizonte, na última quarta-feira: revelações sobre o escândalo (Cristiano Mariz)
Em sua edição desta semana, VEJA revela que Marcos Valério, o operador do mensalão, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de um fax enviado à Corte em 22 de setembro, seu desejo de prestar novas declarações ao tribunal sobre o esquema. O empresário, cuja pena foi estipulada dias depois em mais de 40 anos de prisão, mencionou também a lei da delação premiada e a obrigatoriedade de as autoridades darem proteção a cidadãos que corram risco de vida. O fax foi encaminhado ao Ministério Público (MP) pelo presidente do STF, Carlos Ayres Britto. Pouco depois, Valério prestou novo depoimento ao MP. Reportagem na edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo informa os assuntos abordados pelo empresário durante a audiência. De acordo com a publicação, Valério voltou a envolver o nome do ex-presidente Lula no esquema – e citou, ainda, o do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.
Leia também:
Saiba onde Marcos Valério ficará presoEntenda o escândalo do mensalão

Investigadores ouvidos pela publicação disseram que Valério informou o MP a respeito de outras remessas feitas ao exterior durante a vigência do esquema de corrupção, além das julgadas pelo Supremo. No julgamento do mensalão, a Corte analisou vários pagamentos feitos a Duda Mendonça no exterior, e acabou absolvendo o publicitário. A íntegra do depoimento de Valério é mantida sob sigilo. Ao informar à Procuradoria já ter sido ameaçado de morte, o operador do mensalão citou o caso do assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, em São Paulo.
Semanas antes do depoimento, VEJA publicara em reportagem um resumo dos segredos do mensalão até então guardados por Valério. Entre eles, a revelação sobre o papel de protagonista de Lula no esquema. “Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse, referindo-se ao ex-tesoureiro petista Delúbio Soares e ao ex-chefe da Casa Civil José Dirceu.
Para dar mais informações ao MP, Valério pede sua inclusão no programa de proteção a testemunhas – acordo que, se aceito pela Procuradoria, poderia livrá-lo da cadeia. As informações do empresário, contudo, são vistas com ressalvas pelo MP – afinal, suas promessas de contar tudo o que sabe são recorrentes, mas jamais foram cumpridas. Desde a descoberta do escândalo, Valério ameaça Lula e a cúpula do PT. De início, cobrou uma milionária compensação financeira em troca de seu silêncio. Com a proximidade do julgamento, interlocutores do ex-presidente prometeram ajudá-lo no STF. Não foi o que ocorreu.
Ainda segundo o jornal, procuradores avaliam que o novo depoimento pode ser apenas uma tentativa de Valério livrar-se da pena. Por isso as informações são mantidas sob sigilo. O Ministério Público vai analisar se abre ou não um novo processo para apurar as declarações de Valério. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, avalia também se inclui o empresário no sistema de proteção a testemunhas.
Palocci e as denúncias – Em 2006, no epicentro do escândalo do mensalão, o então ministro da Fazenda caiu no olho do furacão da crise política. Num depoimento à polícia e ao Ministério Público de São Paulo, o advogado Rogério Buratti, ex-secretário de Governo da primeira gestão de Palocci como prefeito de Ribeirão Preto (1993-1996), acusou-o de receber um mensalão de 50 000 reais de uma máfia de empresas que fraudavam licitações públicas de coleta de lixo em prefeituras de São Paulo e Minas Gerais.
Os fatos relatados por Buratti referem-se a eventos que precedem a chegada do PT ao governo federal. Mas VEJA teve acesso a documentos, e-mails e grampos telefônicos, colhidos pela Justiça em quase dois anos de investigação, que contêm indícios graves do envolvimento de Palocci, já ministro, com Buratti e sua turma.
As gravações legais, quase todas feitas pela interceptação de conversas de Buratti com empresários, mostram que o ex-assessor oferecia encontros com o ministro. Muitos deles, efetivamente, ocorreram. As conversas dão conta ainda de que integrantes da Máfia do Lixo resolviam seus problemas usando a própria estrutura do Ministério da Fazenda. Há mais. Em um e-mail, Juscelino Dourado, então chefe-de-gabinete de Palocci, pede, em nome do "chefe", ajuda de Buratti para comprar um aparelho de espionagem telefônica. O suposto pagamento de um mensalão de 50.000 reais ao então prefeito Palocci, entre 2000 e 2002, teria sido recebido por Ralf Barquete, na ocasião secretário de Finanças de Ribeirão Preto. Este, por sua vez, "com a autorização de Palocci", segundo Buratti, repassava o dinheiro a Delúbio Soares, tesoureiro do PT.
Caso Celso Daniel – Prefeito de Santo André e coordenador da campanha de Lula, Celso Daniel foi sequestrado ao sair de uma churrascaria e morto em circunstâncias misteriosas em janeiro de 2002. O caso chocou o país. As investigações também: seguindo um estranho roteiro, a procura pelos assassinos esbarrava sempre em evidências de corrupção. E mais mortes. Sete pessoas ligadas ao crime morreram em circunstâncias também misteriosas, entre acusados, testemunhas, um agente funerário, um investigador e o legista do caso.
Conforme a versão da polícia, abraçada pelos petistas, Celso Daniel foi vítima de crime comum: extorsão mediante sequestro, seguido de morte. Já familiares afirmam desde o início do caso que a morte do prefeito é um crime político em torno de um esquema de propina em Santo André que era do conhecimento da cúpula petista. É também a tese do Ministério Público: desentendimentos sobre a partilha dos recursos teriam motivado o assassinato.
Outro lado – A assessoria do Instituto Lula, que representa o ex-presidente, informou que não comentaria o novo depoimento de Valério ao MP por desconhecer o conteúdo das declarações dadas pelo empresário. O criminalista José Roberto Batochio, que defende Antonio Palocci, afirmou que é "uma insanidade" a citação de Valério sobre o ex-ministro. O advogado disse que Palocci ficou "perplexo com essa informação".
Palocci afirma, segundo seu advogado, que "não tratava de base de governo" e que "nunca teve nenhum tipo de contato" com o operador do mensalão. "Fazer uma afirmação dessas contra quem nunca teve nenhuma participação de sustentação de base, e é este o caso de Palocci, é insanidade derivante de um estado psicológico diante da situação pessoal que ele (Marcos Valério) vive", afirmou Batochio.
Leia na coluna Radar, de Lauro Jardim:
Lula recomendou à bancada petista na Câmara baixar o tom dos ataques contra as decisões do STF sobre os mensaleiros, até que saiam os resultados dos embargos de declaração. O instrumento protelatório é o última cartada que restará aos advogados de defesa, após a publicação do acórdão.

As declarações dos companheiros após a reunião da executiva do partido amanhã, em São Paulo, vão mostrar o que é maior: a obediência ao cacique ou a revolta com as condenações