Os alarmes provocaram pânico entre os moradores, que começaram a correr. A TV israelense exibiu imagens de pessoas jogadas no chão, no centro de Tel Aviv, enquanto as sirenes soavam.
Informações preliminares da polícia israelense dão conta de que o projétil caiu no mar. Não houve vítimas.
"O inimigo iniciou a batalha, mas a resistência determinará como acaba", afirmou Abu Ahmed, porta-voz das Brigadas Al Qods, braço armado da Jihad Islâmica, no site do grupo.
Mais cedo, o Hamas lançou um outro foguete que matou três israelenses ao norte de Gaza. Foram as primeiras mortes israelenses registradas nesta mais recente escalada de tensão na região. Do lado palestino, ao menos 16 morreram nos bombardeios, sendo cinco crianças.
Em Gaza, Israel realizava pesados bombardeios, na noite desta quinta-feira (horário local). O Exército iniciara os bombardeios na quarta (14), quando conseguiu matar o comandante militar do Hamas, Ahmed Jabari, 52. Ele foi atingido por um míssil enquanto circulava de carro pela rua principal da Cidade de Gaza. Um assessor que estava com ele também morreu.
Desde que iniciou os ataques, Israel convocou ao serviço militar cerca de 30 mil reservistas, em um indício de que cogita realizar uma invasão por terra. Na noite desta quinta, ao menos 12 caminhões carregando tanques e veículos blindados foram levados para a fronteira do território judaico com o palestino. Ônibus com soldados israelenses também foram deslocados.
Logo depois do ataque a Tel Aviv, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirmou que essa escalada de tensão "terá um preço exato que o outro lado vai ter de pagar". Horas antes, a porta-voz do Exército israelense, a tenente-coronel Avital Leibovitz, disse à mídia estrangeira que uma invasão por terra de Gaza é, "certamente, uma opção".
O novo presidente do Egito, Mohamed Mursi, visto como apoiador do Hamas, liderou um coro de críticas aos ataques de Israel. O seu premiê, Hisham Kandil, promete visitar Gaza na sexta-feira (16), ao lado de outros ministros egípcios, em demonstração de apoio ao Hamas, movimento que tomou o controle da região à força do Fatah, de Mahmoud Abbas, em 2006.
O chefe do governo do Hamas, Ismail Haniye, pediu que países árabes e muçulmanos, em particular o Egito, tenham uma reação firme contra Israel
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