Mais tortura psicológica que o Julgamento do Mensalão (conforme reclamou
outro dia o condenado José Genoíno) é a onda de dossiês que promete revelar
ainda mais detalhes sobre megaescândalos que assolam o Brasil, apavorando a
petralhada, a tucanalha e seus comparsas mais ou menos votados. O Brasil
ficaria eletrizante se Marcos Valério, Carlinhos Cachoeira, Paulo Vieira e
tantos outros operadores de esquemas revelassem uma boa parte do que sabem. O
problema é que nosso Judiciário ainda é muito lento para punir crimes contra a
coisa pública.
Um escândalo supera o outro em dimensão e repercussão. E praticamente
todos rendem punições brandas ou que demoram tanto a acontecer que beneficiam
os infratores. Vide o mensalão, no qual os condenados devem passar pouco tempo
na cadeia. Valério pegará um mínimo de 6 anos, 8 meses e 21 dias na prisão.
José Dirceu pegará 1 ano, nove meses e 10 dias. Delúbio: 1 ano, 5 meses e 25
dias. João Paulo Cunha: 1 ano, 6 meses e 20 dias. Henrique Pizzolato: 2 anos, 1
mês e 5 dias. Pelo mal que fizeram ao Brasil, é pouco! Joaquim Barbosa foi
bonzinho com eles, indultando-os da prisão imediata.
As festas de fim e começo de ano foram providenciais para os nossos
corruptos. Ninguém quer saber de escândalos. O noticiário se transforma em um
mar de tranquilidade. Como janeiro também é o mês de férias – para a maioria
dos servidores públicos e, principalmente, do Judiciário -, a calmaria
continua. Em fevereiro, quando o ano ameaça começar, vem o carnaval, e tudo
fica paradinho novamente. Assim, ficam esquecidos – e mais abafados ainda – o Rosegate,
o Gabrielligate, o Eletrogate e tantos outros escândalos capazes de encher o
nosso saco e o do Papai Noel.
Ontem, tive uma ilusão. Cheguei a acreditar que seria brindado com a
bela mensagem natalina da Presidenta Dilma Rousseff. Que nada! A Velha
Guerrilheira foi para a cadeia (de rádio e televisão, claro) para despejar um
papo furado, cheio de números, sobre as maravilhas do Governo Federal. Tudo
lido no teleprompter, escrito por marketeiros, sem a menor credibilidade no que
era dito. Dilma é até uma razoável “atriz”, mas nem a Velhinha de Taubaté levou
muita fé no que ela falou. Prometeu mundos e fundos, e não explicou por que o Brasil
não cresce como deveria.
Já que a Dilma não cumpriu a missão sincera de nos desejar um feliz
natal e um ano novo concretamente melhor, cada um dos “amigos e amigas” devem
fazê-lo por ela. Logo mais, que todos se lembrem do nascimento de Jesus – o exemplo
dos exemplos. E vamos pedir ao Pai dele que derrame suas luzes de Justiça para
purificar os podres poderes que infestam o Brasil.
Feliz Natal!
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