Nem Mensalão, nem Rosegate, nem outro grande escândalo ainda por vir para os
lados da Petrobrás ou Eletrobrás. O que apavorou definitivamente a Presidenta
Dilma Rousseff foi o recado dado ontem pela Oligarquia Financeira Transnacional,
que controla os negócios brasileiros a partir de Londres, usando a prestigiada
revista The Economist como porta-voz para recomendar a demissão da equipe
econômica.
Escândalos nem sempre derrubam governos, mas crises econômicas
e suas consequências sociais, sim – principalmente quando algum interesse dos
controladores globalitários é contrariado e eles iniciam alguma conspiração na
prática. A crítica à “intromissão excessiva do governo na economia”, na verdade,
esconde alguma “intromissão” de Dilma & Cia em negócios de interesse da
Oligarquia Financeira Transnacional e das grandes corporações que ela
controla.
Dilma ser chamada pelos britânicos de
“intrometida-chefe” em uma economia brasileira que parece “uma
moribunda criatura” é um sinal evidente de que a Presidenta se transformou em
uma marionete que caiu em desgraça com os controladores e que se transforma em
séria candidata a substituição, na hora que for mais conveniente. Para isto, a
detonação midiática de escândalos que surgem do nada ajuda a detonar a fantoche
e os esquemas corruptos que ela herdou.
Não foi gratuita a provocação
britânica de que, se fosse pragmática, Dilma “deveria demitir o senhor Mantega”.
Basta uma lidinha no sintomático título de um dos ácidos textos dos ingleses da
The Economist contra o governo para constatar que Dilma já é peça descartável:
“Quebra de Confiança”. E o subtítulo da reportagem-editorial é
ainda mais ameaçador: “Se quiser um segundo mandato, Dilma deveria arrumar uma
nova equipe econômica”. Em “good portuguese”, Dilma terá de mandar para o saco
Guido Mantega, seu ministro da Fazenda herdado de Luiz Inácio Lula da Silva.
Detalhe: o verbo usado pelos ingleses para pedir a saída de Mantega é o “To
Fire”: detonar, queimar...
Dilma já tinha recebido um recado
personalizado do Poder Real Mundial, no começo de outubro. Um funcionário do
governo Britânico teve com ela uma conversa reservadíssima – cujo teor só a
agora “intrometida-chefe" poderia contar. Militares brasileiros asseguram que a
pessoa que falou com Dilma trabalharia para o MI-6 – o famoso serviço secreto
militar inglês imortalizado nos filmes de James Bond, o famoso agente 007. Como
Dilma não leva jeito para “Bond Girl” é melhor ela se
cuidar...
Detonação
Geral
Três trechos do texto da The Economist deixam claro
que Dilma está com seu filme queimado não só pela má gestão da economia
brasileira – mas, principalmente, por contrariar algum interesse da Oligarquia
Financeira que usa a revista como veículo para enviar recados ao
mercado:
“Apesar dos esforços oficiais cada vez mais frenéticos
para estimular (a economia brasileira), a moribunda criatura cresceu apenas 0,6%
no terceiro trimestre – metade do número previsto por Guido
Mantega.”
“A preocupação é de que a presidente seja, ela
própria, uma intrometida-chefe. Ela insiste que é pragmática. Se for, deve
demitir o senhor Mantega, cujas projeções otimistas demais perderam a confiança
dos investidores e nomear uma nova equipe capaz de ganhar a confiança das
empresas.”
“Ainda mais do que Luiz Inácio Lula da Silva,
a senhora Rousseff parece acreditar que o Estado deve dirigir as decisões do
investimento privado. Tais micro-intervenções derrubam a confiança na política
macroeconômica.”
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