quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Controladores mundiais, a partir de Londres mandam recado p/Dilma.

Nem Mensalão, nem Rosegate, nem outro grande escândalo ainda por vir para os lados da Petrobrás ou Eletrobrás. O que apavorou definitivamente a Presidenta Dilma Rousseff foi o recado dado ontem pela Oligarquia Financeira Transnacional, que controla os negócios brasileiros a partir de Londres, usando a prestigiada revista The Economist como porta-voz para recomendar a demissão da equipe econômica.

Escândalos nem sempre derrubam governos, mas crises econômicas e suas consequências sociais, sim – principalmente quando algum interesse dos controladores globalitários é contrariado e eles iniciam alguma conspiração na prática. A crítica à “intromissão excessiva do governo na economia”, na verdade, esconde alguma “intromissão” de Dilma & Cia em negócios de interesse da Oligarquia Financeira Transnacional e das grandes corporações que ela controla.

Dilma ser chamada pelos britânicos de “intrometida-chefe” em uma economia brasileira que parece “uma moribunda criatura” é um sinal evidente de que a Presidenta se transformou em uma marionete que caiu em desgraça com os controladores e que se transforma em séria candidata a substituição, na hora que for mais conveniente. Para isto, a detonação midiática de escândalos que surgem do nada ajuda a detonar a fantoche e os esquemas corruptos que ela herdou.

Não foi gratuita a provocação britânica de que, se fosse pragmática, Dilma “deveria demitir o senhor Mantega”. Basta uma lidinha no sintomático título de um dos ácidos textos dos ingleses da The Economist contra o governo para constatar que Dilma já é peça descartável: “Quebra de Confiança”. E o subtítulo da reportagem-editorial é ainda mais ameaçador: “Se quiser um segundo mandato, Dilma deveria arrumar uma nova equipe econômica”. Em “good portuguese”, Dilma terá de mandar para o saco Guido Mantega, seu ministro da Fazenda herdado de Luiz Inácio Lula da Silva. Detalhe: o verbo usado pelos ingleses para pedir a saída de Mantega é o “To Fire”: detonar, queimar...

Dilma já tinha recebido um recado personalizado do Poder Real Mundial, no começo de outubro. Um funcionário do governo Britânico teve com ela uma conversa reservadíssima – cujo teor só a agora “intrometida-chefe" poderia contar. Militares brasileiros asseguram que a pessoa que falou com Dilma trabalharia para o MI-6 – o famoso serviço secreto militar inglês imortalizado nos filmes de James Bond, o famoso agente 007. Como Dilma não leva jeito para “Bond Girl” é melhor ela se cuidar...

Detonação Geral

Três trechos do texto da The Economist deixam claro que Dilma está com seu filme queimado não só pela má gestão da economia brasileira – mas, principalmente, por contrariar algum interesse da Oligarquia Financeira que usa a revista como veículo para enviar recados ao mercado:

Apesar dos esforços oficiais cada vez mais frenéticos para estimular (a economia brasileira), a moribunda criatura cresceu apenas 0,6% no terceiro trimestre – metade do número previsto por Guido Mantega.”

A preocupação é de que a presidente seja, ela própria, uma intrometida-chefe. Ela insiste que é pragmática. Se for, deve demitir o senhor Mantega, cujas projeções otimistas demais perderam a confiança dos investidores e nomear uma nova equipe capaz de ganhar a confiança das empresas.”

Ainda mais do que Luiz Inácio Lula da Silva, a senhora Rousseff parece acreditar que o Estado deve dirigir as decisões do investimento privado. Tais micro-intervenções derrubam a confiança na política macroeconômica.”

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