Certos atos de subserviência ou comprometem currículos, ou dizem tudo sobre eles. Esta é a lição que fica do drama protagonizado por Álvaro Ayres de Oliveira Júnior (foto, no centro, tendo à dir.a deputada Cilene Couto), servidor de carreira da Alepa, a Assembleia Legislativa do Pará, que acabou como diretor geral do Detran, o Departamento de Trânsito do Estado do Pará, na patética condição de rainha da Inglaterra, que reina, mas não governa. A despeito do brilhante currículo acadêmico e da sólida carreira no Palácio Cabanagem, no Detran o papel a ele reservado não poderia ser mais constrangedor. A despeito da sólida formação acadêmica, e de ser reconhecido como um competente assessor parlamentar, ele acabou reduzido, por assim dizer, a um mero boy qualificado de Mário Couto Filho, o bicheiro que tornou-se deputado estadual e ao qual, depois, a tucanalha catapultou para o Senado.
Nada mais emblemático da humilhante situação de Álvaro Ayres de Oliveira Júnior, como diretor geral do Detran, que a dança das cadeiras na gerência de Salinas, destinada por Mário Couto Filho, inicialmente, a Raimundo Jorge Lima Corrêa, mais conhecido como Sacola, um cabo, eleitoral esperto, porém intelectualmente chucro. No período no qual foi gerente regional em Salinas, o feito mais visível de Sacola foi liberar o carro de um amigo, à margem da lei e com pendências financeiras.
Na quarta-feira passada, 15, Mário Couto Filho, o Senador Tapioca - que responde a uma ação civil pública por improbidade administrativa, movida pelo Ministério Público Estadual – defenestrou Sacola, substituído por Elizabeth Thamires de Souza Cordovil. Para além de eventuais presunções eróticas do Senador Tapioca, a principal qualificação de Elizabeth Thamires de Souza Cordovil, para tornar-se gerente do Detran em Salinas, é ser mulher de um dos jogadores do Santa Cruz, o time da Vila do Cuiarana, em Salinas, bancado pelo senador.
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