sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
OS DIAMANTES SÃO ETERNOS.
De onde vieram 94 diamantes e uma rara joia apreendidos com o ex-diretor Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró? Identificar a origem das pedras, avaliadas por especialistas do mercado em cerca de R$ 65 milhões de reais, é uma das chaves para saber quem efetivamente corrompeu Cerveró e outros dirigentes da Petrobras. Se Cerveró tinha tantos diamantes, imagina quem estava acima dele no esquema... Um clássico filme de 007 já nos ensinou que nem os diamantes são eternos... A blindagem de políticos corruptos, também não... Quem lida com diamantes sabe muito bem disto.
Todo mundo sabe que as comissões de corrupção são pagas com um ativo de fácil negociação no mercado internacional: diamantes. Os países africanos, com quem brasileiros negociam, adoram tal prática O risco que os corruptos correm é serem facilmente identificados na hora de vender as "joias" – geralmente negociadas em Amsterdã e Antuérpia, em operações rigidamente controladas pelos judeus. Quem não negocia as pedras costuma guardá-las em cofres de bancos em Londres e em Paris - o que pode também ser rastreado.
Em 12 de dezembro de 2012, o Alerta Total revelou um informe da inteligência das Forças Armadas, sobre negócios atípicos com pedras preciosas. Militares descobriram que Rosemary Nóvoa Noronha, quando foi chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, utilizava um passaporte exclusivo de membros do primeiro escalão governamental para viagens de negócio ao exterior que fazia sem a presença do amigo Luiz Inácio Lula da Silva. As pedras preciosas seriam originárias de negócios ocultos feitos pela cúpula petralha na África, principalmente Angola. Tais informações sigilosas sobre o Rosegate não aparecem nas 600 páginas do inquérito da Operação Porto Seguro. O caso se transformou em um processo que corre em estranho segredo judicial...
Serviços de inteligência das Forças Armadas receberam informes de que Rose participaria de negócios com diamantes em pelo menos cinco países: Bélgica, Holanda, França, Inglaterra e Alemanha. As pedras preciosas seriam originárias de negócios ocultos feitos pela cúpula petralha na África, principalmente Angola. Tal informação também foi passada à PGR pelos militares. Foram detectadas dezenas de viagens não-oficiais de Rosemary ao exterior, para "passeios de negócios". O passaporte especial a denunciou. Foram 23 para a França. Para Suíça, ocorreram 18, por via terrestre, partindo de Paris, e mais quatro por via aérea. Rose também fez 12 deslocamentos de avião para a Inglaterra. Outras sete viagens para o Caribe e os Estados Unidos, aconteceram de navio – de acordo com a inteligência militar brasileira. O Rosegate morreu...
Mas a Lava Jato (ainda) não! A dúvida é se será antes ou depois do carnaval que o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai apertar o botão da descarga contra políticos com direito ao absurdo foro privilegiado para crimes comuns de corrupção por envolvimento na Lava Jato do Petrolão. Outra incerteza é a quantidade exata de "excelências" que serão denunciadas: 30? 40? Chegou-se a especular que seriam 77 deputados e 14 senadores, mais três governadores... A certeza é que a principal e mais famosa autoridade beneficiária dos esquemas permanecerá impune, blindada como de mau costume, sem ter seu nome citado entre réus ou investigados. A dúvida é até quanto tal blindagem será possível de perdurar...
Rodrigo Janot já tem a certeza de que, semana que vem, pedirá ao Supremo Tribunal Federal a devolução, para a primeira instância, dos processos de políticos que perderam o foro privilegiado. Eles sairão das mãos do ministro Teori Zavascki para os cuidados do juiz Sérgio Fernando Moro, da 13a Vara Federal em Curitiba. Quem perdeu mandato eletivo na Câmara, no senado ou em governos estaduais deve estar "apertadinho" de medo. Provavelmente só depois do Carnaval, a partir de 18 de fevereiro (Quarta-feira de Cinzas), é que os poderosos ladrões da República começam a ser denunciados formalmente.
Até agora, a Procuradoria Geral da República mantém em sigilo os nomes de políticos indiciáveis. Mas o Supremo Tribunal Federal e a cúpula do poder sabe direitinho quem são eles. Resta esperar para ver se os mais poderosos serão poupados, em detrimento dos bodes expiatórios. Os cotados para isto são seis ex-deputados federais e dois ex-governadores
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