quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O fim do bancos está próximo. A revolução começou.

Primeiro, o monopólio de distribuição dos serviços postais foi duramente atingido pela Internet quando as pessoas descobriram que não precisavam mais comprar selos. Então, o monopólio da indústria do copyright foi categoricamente e sem a menor cerimônia atropelado pelos torrents. A terceira vítima e relativamente recente, é o antigo jornalismo centralizado com o seu apertado controle sobre a distribuição da informação sendo esculachado pela mídia alternativa. Como quarta e próxima vítima, há uma distribuição que poucas pessoas têm pensado em termos de informação: o dinheiro em nossa sociedade.

Nós certamente estamos usando o dinheiro de forma mais livre e casual, conforme nosso dia-a-dia, mas a maior parte de nossa movimentação financeira acontece além das contas e moedas. Em um momento de reflexão, é um milagre pensar que há realmente uma indústria capaz de cobrar 150 a 300 reais por ano apenas para manter um número – o nosso saldo da conta – em um banco de dados, e a capacidade de enviar algumas mensagens por mês sobre o estado da mesma. Como é remotamente possível que ainda precisamos pagar por tal serviço de informação ridiculamente simples?

Há uma expressão chamada captura regulatória. Significa que uma indústria consegue escrever sua própria atividade de maneira tão profunda nos livros da lei através de lobby e similares, que ninguém é capaz ou tem permissão para competir com eles. Desta forma, eles garantem o seu mercado e sua respectiva lucratividade, regulação e legislação. Se qualquer indústria tem conseguido isso, é o setor bancário. A indústria do copyright está trabalhando duro, mas são amadores desajeitados se comparados aos Bancos.

Portanto, é especialmente encorajador assistir uma tecnologia que vai limpar o chão com o setor bancário inteiro e torná-lo obsoleto da noite para o dia.

A tecnologia é chamada de moeda criptografada distribuída, e o tipo específico que estamos nos referindo é chamado bitcoin. É a primeira vez que você pode enviar cinco reais para a Austrália em um domingo e o receptor vê seu depósito na conta imediatamente quase que por mágica, sendo que ninguém, exceto o depositante e o receptor, sabe que estava sendo enviado o dinheiro, ninguém além dos dois possui o conhecimento de que o dinheiro chegou na conta. Com o antigo sistema bancário, não vale a pena fazer transferências de menos de algumas dezenas de reais, e elas sempre levam vários dias, e ainda há os feriados e horários de funcionamento! Com as bitcoins, há apenas uma taxa de transação que custa uma fração de centavo, e você possui a opção de não pagá-la se assim desejar, podendo fazer transferências a custo zero.

A manipulação de todo o dinheiro do mundo se tornou tão fácil quanto o manuseio de correspondência, de repente: receber, enviar e classificar a visualização. A novidade é que não há qualquer ponto central de controle que possa tomar as decisões sobre o seu dinheiro, ou mesmo sobre a moeda como tal. Ninguém pode congelar sua conta e nenhum banco central pode disparar a impressora de dinheiro para saldar a dívida governamental gerando inflação. O dinheiro está fisicamente em seu próprio computador na forma de criptografia que a rede bitcoin reconhece como valor.

A tecnologia também tem semelhança com dinheiro no aspecto de que é quase completamente anônimo, o que torna os entusiastas de privacidade mais felizes. Com a adição importante que este tipo de dinheiro pode ser enviado através de grandes distâncias em alguns minutos.

Bancos e empresas de cartão de crédito têm retirado entre três a cinco por cento de cada compra que fazemos nas lojas apenas para lidar com um número em seu banco de dados. Em cada compra! De repente, há uma alternativa que permite que o setor mercantil corte esse intermediário entre comprador e vendedor.

Adivinha quantas desculpas os bancos irão compor para tentar banir as bitcoins?

Esclarecedora entrevista sobre Bitcoin from BitcoinRevolution on Vimeo.

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