segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lobão filho quer projeto de lei que transforma corrupção em crime hediondo.

O presidente do Senado, José Sarney: inspiração

Inspirado em discurso do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) - que se declarou preocupado com a impunidade, "uma chaga da nossa sociedade", principalmente nos crimes de homicídio - o senador Lobão Filho (PMDB-MA) promete apresentar nesta semana projeto de lei para transformar a corrupção em crime hediondo.

"O crime de desvio de recurso público na área da saúde, da educação, tem um poder de homicídio em massa. Como uma contribuição à ideia de Vossa Excelência, pretendo dar entrada nesse projeto", justificou Lobão, que é filho e suplente de um dos mais antigos e leais aliados de Sarney, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA).

Os crimes hediondos, como homicídio qualificado e tráfico de drogas, não admitem fiança e têm penas mais graves, que devem ser cumpridas em penitenciárias de segurança máxima. Sarney agradeceu a iniciativa de Lobão Filho e se declarou "profundamente gratificado" por ter conseguido sensibilizar o Senado para o problema da impunidade.

Com mais de cinquenta anos de vida pública, ex-presidente da República e quatro vezes presidente do Senado, José Sarney transformou-se em um dos políticos que mais enfrentaram denúncias nos últimos anos, sem que nenhuma delas o afastasse do poder. Há um mês, Sarney foi alvo de vaias de 100.000 pessoas no Rock in Rio 2011 - puxadas pelo vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, que dedicou a ele a música "Que país é este?"

Em 2009, no comando do Senado pela terceira vez, Sarney foi alvo de onze representações por quebra de decoro no Conselho de Ética, que acabaram arquivadas, sem abertura das investigações. As acusações baseavam-se na série de reportagens do jornal O Estado de S. Paulo que revelou a existência de atos secretos, utilizados na Casa durante quinze anos, para contratar aliados políticos, permitir gratificações retroativas a funcionários, além de denúncias de fraudes na fundação que leva o nome de Sarney no Maranhão.

Um dos beneficiados com os atos secretos foi um neto do presidente do Senado, João Fernando Michels Gonçalves Sarney, que trabalhou por um ano e nove meses no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), outro aliado fiel. Sarney também enfrentou denúncias contra seu filho, o empresário Fernando Sarney. O empresário foi um dos alvos da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que o havia indiciado por lavagem de dinheiro, fraude e formação de quadrilha.

comentário: Vindo do honorável bandido, tem que se dar o crédito!!!Ele agora tá preocupado com a impunidade!!!!Não sei se é pra rir ou pra chorar...é o cúmulo da cara-de-pau!!!

(Com Agência Estado)

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