A conversa definitiva que Gilberto Carvalho teve com Orlando Silva para selar sua demissão, na manhã de 26 de outubro, foi marcada por muitas lágrimas — todas elas, vertidas por Carvalho.
Em seu gabinete, estavam também Renato Rabelo, presidente do PCdoB, e os líderes no Senado e na Câmara, Inácio Arruda e Osmar Júnior. Lá pelas tantas, depois de dizer que a onda de revelações que VEJA, secundada por alguns jornais, divulgava constrangia o governo e que seria razoável se Orlando pensasse em se demitir — um jeito sutil de dizer “rua” — Carvalho caiu num choro copioso.
Os comunistas entenderam o recado de Carvalho. Mas não o pranto. Uns acharam que eram lágrimas de crocodilo. Outros que era “o choro de Judas”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário