quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Marolinha agora é um TSUNAMI.

O PT foi guindado ao poder há mais de dez anos, mediante o que uma parcela mais cautelosa e menos empolgada da população qualificou à época como a maior armadilha eleitoral da história da república. Seu discurso prometia inclusão das camadas pobres e distribuição de renda. Iniciou o primeiro termo num ambiente de conjuntura econômica internacional favorável e condições de política interna propícias, que, ao invés de serem aproveitadas no sentido de modernizar o país, realizando as reformas desesperadamente necessárias, partiu para uma tentativa de sequestro do Legislativo, ao implantar o maior esquema de corrupção política de que se tem notícia, visando à aprovação de projetos de seu interesse, promovendo, ao mesmo tempo, um show de pirotecnia que incluiu "esse é o cara", uma farra de crédito, a disposição de sediar, sem os meios, megaeventos, e o esvaziamento de empresas estatais - a maior delas hoje quase em estado falimentar - que acabaram virando postos de atendimento a projetos dos "cumpanheiros". Assim, o advento da "marolinha" encontrou um país despreparado para enfrentar suas consequências, não restando outra alternativa a não ser prosseguir com os ensandecidos programas de isenções fiscais para favorecer alguns setores da indústria, sob a batuta de uma confusa e desrespeitada equipe econômica. Hoje, o resultado de todo esse espetáculo de falsas luzes, agora num ambiente de discreta recuperação das economias do primeiro mundo, é um quadro inflacionário ameaçador, com câmbio volátil, saúde pública canibal, educação de péssima qualidade, segurança fragilizada, PIB medíocre, classe política desmoralizada e uma justiça desgastada e desacreditada até internacionalmente, pela incapacidade de concluir um processo de corrupção parlamentar. E o que nos reserva o futuro? Um embate eleitoral para daqui a pouco mais de um ano, sem oposição, com uma triste perspectiva de continuísmo. Será que o despertar da sociedade, ao mostrar sua recente capacidade de se indignar, poderá inserir algum fato novo nessa melancólica equação? Paulo Roberto Gotaç é Capitão-de-Mar-e-Guerra, reformado

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