segunda-feira, 5 de agosto de 2013

MANTEIGA E SUA EQUIPE NÃO TEM MAIS MORAL.

A atual equipe econômica do ministro Guido Mantega não tem credibilidade internacional nem inspira confiança aos investidores externos no Brasil. Este problema político mais imediato da Presidenta Dilma da Silva e de seu “Presidentro” Lula Rousseff torna-se mais grave com as previsões realísticas. Manter Mantega e a turma dele é uma temeridade. A crise se desenha violenta no horizonte, e o Brasil pode ser muito afetado pela falta de confiança do mercado nos gestores econômicos. Mantega só continua no cargo por vontade de Lula. Dilma gostaria de substituí-lo, mas não engoliu direito o nome de Henrique Meirelles (que exigia autonomia total para assumir). E Mantega só permanece instável depois que Lula lhe deu uma bronca e mandou parar com as previsões que nunca davam certo. O Banco Central do Brasil tenta aplacar a ira externa com o câmbio afrouxado, mas na casa dos R$ 2,30 por dólar, para agradar bancos e exportadores. Só nos últimos dois meses, o BC do B injetou US$ 31 bilhões no sistema financeiro, no mercado de derivativos, o que parece uma venda der dólares à vista. Probleminha é que o Brasil sofreu uma perda contábil de US$ 8,5 bilhões nas reservas internacionais, apenas no bimestre maio-junho. E o dólar nervoso quer subir mais... No quadro atual, o que está ruim pode ficar pior. Dois casos de elevadas perdas geradas a investidores externos criam mais tensão interna com o governo. Os problemaços são os casos OGX e Eletrobrás. O Financial Times revelou que 60 acionistas minoritários da petroleira mal sucedida de Eike Batista querem processá-lo. Acusam o ex-bilionário de usar informações privilegiadas para vender R$ 70 milhões em ações, pouco antes de anunciar o fracasso na exploração de três campos petrolíferos. Na Eletrobrás, a ira é com a divulgação irregular e incompleta de um fato relevante que levou o CADE a multar a empresa em R$ 888, 2 mil por omissão de informações aos investidores. Os minoritários da estatal de economia mista, controlada pela União, devem acionar o Conselho Fiscal para explicar como se permitiu que o Conselho de Administração, em 21 de junho, aprovasse a assinatura de um acordo de acionistas, classificado de altamente lesivo para os minoritários, com as empresas CEA e CERR. A pressão externa sobre o Brasil chegará a níveis infernais em pouco tempo. Dilma e seu chefão Lula deverão sentir os efeitos negativamente políticos. Só restará aos dois mobilizar seus militantes para a defesa. O azar deles é que a guerra é assimétrica, e a turma lá de fora tem mais bala na agulha para desgastá-los

Nenhum comentário:

Postar um comentário